Saltar al contenido principal
Únase
PT
EN
ES
A+
A-
Sobre Nós
Institucional
Nuestra historia
Consejo de Administración
ASSERJ Social
Vigilar la basura
Super Mascota
Noticias
Revista Super Negócios
Escuela ASSERJ
Serviços
Beneficios
Visita de orientación
Soluções
Seminario Super Business
Experiencia ASSERJ
SRE Super Rio Expofood
Conecta Varejo
Únete a nosotros
Contato
Póngase en contacto con nosotros
SAA - Servicio de Atención al Miembro
Trabaja con nosotros
Assessoria de Imprensa
ASSERJ
Noticias
Noticias
Manténgase al día de las últimas noticias del sector de los supermercados
Barra de búsqueda
Fecha
Todos
Associados em foco
Atualidades
Comportamento & tendência
Conecta
Economia
Indústria em cena
Por dentro da asserj
Por dentro da asserj
ASSERJ debate temas econômicos e celebra conquistas em Conselho Diretor
A reunião do Conselho Diretor da ASSERJ foi realizada nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Hotel Windsor Marapendi, na Barra da Tijuca. O encontro foi marcado por reflexões estratégicas sobre o momento atual do varejo supermercadista e projeções para os próximos meses. Abrindo os trabalhos, o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, fez uma saudação póstuma a Mario José dos Santos Viana, diretor-presidente da rede Vianense Supermercados, falecido no início deste mês de setembro. A rede passou a ser representada pelo filho do ex-diretor, Rodrigo Viana. Todos os presentes se uniram em uma salva de palmas ao saudoso membro do Conselho. Reforma Tributária Na sequência, o presidente da ASSERJ destacou a necessidade de atenção dos supermercadistas à implementação da Reforma Tributária: "ASSERJ oferecerá, gratuitamente, um curso sobre a reforma, ministrado por uma contadora do Princesa Supermercados, sobre o impacto na prática, no dia a dia, da nova legislação no setor supermercadista". Fábio Queiróz ressaltou ainda que a ASSERJ estará de prontidão para oferecer qualquer tipo de apoio no tema aos seus associados. PL dos medicamentos As alterações no texto do PL sobre a venda de medicamentos em supermercados também foram pauta da reunião. Fábio Queiróz frisou que o texto ainda necessita de análise da Câmara dos Deputados, tendo sido aprovado apenas em uma comissão do Senado. O presidente da ASSERJ pontuou as questões pertinentes, ressaltando os obstáculos e oportunidades que o projeto apresenta, e as expectativas para os próximos passos e possíveis alterações na matéria. Encerrando a questão, foi frisado que a ASSERJ apoia a livre iniciativa: o objetivo é apoiar o associado, não obrigá-lo a seguir. A meta é conquistar direitos, utilizá-los é uma opção. Taxas de Publicidade No prosseguimento da reunião, um ponto de extrema atenção foi levantado: a alta nas taxas de publicidade. A margem de elevação, já definida pela Prefeitura do Rio, foi gerada pela mudança na forma de cálculo de um dos fatores de publicidade, que acaba elevando o custo (de 3x a 10x vezes, de acordo com cada caso). Os associados foram orientados a analisar a conveniência da manutenção dos pontos de publicidade e buscar os pareceres jurídicos individuais, além do papel da Associação de possibilidade de discussão de valor junto ao Poder Municipal. Seminário Super Negócios (SSN) O presidente da ASSERJ reforçou o convite, a todos os associados, para comparecerem à próxima edição do Seminário Super Negócios, confirmada para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca. O encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. "Estaremos com a presença de grandes indústrias. Nosso palestrante principal será o Bernadinho. E eu convido a todos vocês, para que possamos estar juntos, às 15h com o Bernadinho e às 16h no nosso conselho.... enviem os comparadores de vocês, o pessoal do marketing, do trade. Vamos ter uma tarde com muito conteúdo. JBP, JVC, retail media, pricing, gestão de categorias. Mantem seus colaboradores, porque vai ser um encontro muito, muito rico, uma tarde muito especial", enfatizou Fábio Queiróz. Para mais informações sobre o Seminário Super Negócios, entre em contato com o SAA. Por fim, o presidente da ASSERJ apresentou aos conselheiros a responsável pelas relações institucionais da Associação, Mariane Ferri. Dentre as diversas discussões legislativas explicitadas por Mariane, destaca-se a conquista, particularmente especial para a ASSERJ: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucionais as leis que obrigavam supermercados a fornecer sacolas gratuitamente, referendando a importância do pioneirismo do movimento "Desplastifique Já", iniciativa da ASSERJ, que deu início ao movimento de desestimular o uso de sacolas plásticas. ASSERJ Experience – Selmi Baseada na união dos pilares tradição e inovação, Marcelo Guimarães, diretor comercial da Selmi, apresentou as novidades da empresa, de investimentos em infraestrutura à lançamento de novas linhas de produtos: "Para nós é uma honra ter essa oportunidade. Meu objetivo aqui hoje é falar um pouco do que é a Selmi. A Selmi é uma empresa conhecida, são 137 anos de existência, estamos na quarta geração dela. Então, provavelmente estamos acertando mais do que errando, porque uma empresa que tem 137 anos, ela tem que realmente acertar para poder funcionar. Mas ela é muito conhecida pelo seu macarrão Galo, que inclusive hoje é líder aqui no Rio de Janeiro. Todo mundo conhece. E o que eu quero mostrar para vocês aqui é que a Selmi não é só pasta. A Selmi já se tornou uma indústria de alimentos. Estamos em outra categoria". "Do campo à mesa. Queremos tratar de todo o ciclo da cadeia de abastecimento, desde o trigo plantado até o macarrão chegar na casa do consumidor. Então, a Selmi tem feito muitos investimentos. Nós temos uma indústria altamente automatizada, robotizada, com poucos funcionários, porque sabemos que para competir nesse segmento, principalmente cesta básica, você tem que ter alta produtividade, qualidade de matéria prima e qualidade de processo, é isso que fazemos. Acabamos de fazer um grande investimento no moinho, R$ 150 milhões, um moinho enorme, que tem a capacidade de moer 650 toneladas por dia. E já estamos prontos para duplicar, ir para 1.300 toneladas por dia. Aqui no Rio de Janeiro, obviamente Galo é líder. Mas também estamos pontuando tanto com Galo, quanto com o Renata no Top of Mind. Já são 5 ou 6 anos seguidos como o macarrão mais lembrado do Brasil", prosseguiu o diretor comercial da Selmi. Marcelo Guimarães finalizou: "Estamos com um investimento enorme na categoria de biscoito. Queremos ter na categoria de biscoitos, a mesma relevância que temos na categoria de massas. Isso tem que ser construído com calma. Para uma empresa com uma história de 137, 138 anos, estamos há 10, 15 anos com biscoito. E para dar um último recado para vocês, biscoito não é tudo igual. Desafio vocês a comerem os nossos produtos, e não perceberem a diferença de qualidade, principalmente por esse maquinário que eu falei, ele tem condições de fazer o produto um pouco diferente e com isso ele traz um pouco mais de qualidade. E é uma categoria ingrata pra você conseguir se diferenciar". ASSERJ Experience – Mais Forte A Dora Campos, sócia proprietária da Mais Forte, empresa nascida e formada no Rio de Janeiro, apresentou os inúmeros lançamentos de linhas da marca e pontuou a diferenciação frente à concorrência: "Esse é um momento muito importante, estamos frente a frente com vocês, porque muitas vezes vamos nas centrais e não conseguimos essa marcação. É muito importante essa oportunidade de nos relacionarmos, porque relacionamento é tudo e, para vocês, é a chance de conhecer o novo do nosso negócio. Apresentamos o nosso carro chefe, um saco para lixo de muita qualidade, que não vemos semelhantes no mercado, com a espessura dele, o uso do EVA na proporção certa, com elasticidade. Nosso produto prova, na prática, que saco de lixo não é tudo igual. Nossa forma de apresentação do produto também fixa a marca na cabeça do cliente e, quando ele volta ao mercado, ele compra novamente". ASSERJ Experience – Scanntech Ronaldo Gadelha, vice-presidente de varejo da Scanntech, expôs aos associados presentes todas as ferramentas e possibilidades que a empresa fornece na análise de dados e de mercado ao varejo supermercadista: "Qual o tamanho da Scanntech hoje no varejo brasileiro? A Scanntech lê, em faturamento, R$ 1 trilhão. E quando falamos de varejo, do varejo abastecedor, lemos R$ 940 bilhões. A metodologia da Scanntech é ticket a ticket, é tudo que passa no check-out, então dá pra vermos o tamanho da importância da Scanntech. Agora, só tem esse tamanho todo porque os grandes varejistas do Brasil, não todos, naturalmente, mas a grande maioria está conectada com a Scanntech. No Brasil inteiro, os grandes variantes estão conectados com a Scanntech. Eles entendem a importância dessa conexão. A Scanntech é um ecossistema. E quanto mais parceiros, mais indústrias tivermos dentro, é melhor pra todo mundo. São mais de 400 indústrias parceiras. As grandes indústrias, nacionais e multinacionais, utilizam a Scanntech para fazer negócio com o varejo. Especificamente no Rio de Janeiro, temos uma leitura de R$ 60 bilhões de faturamento, é uma leitura muito expressiva do mercado fluminense. A Scanntech consegue mostrar para vocês o comportamento de consumo do cliente. Então hoje, com toda a leitura que temos, você consegue saber o que o consumidor está comprando. E isso te dá informações para que você tenha o melhor mix, quais as promoções que você vai fazer, tudo que você pode tirar de proveito dessa informação". "Se vocês falarem com parceiros que já utilizaram a Scanntech, vocês vão perceber que elas vão falar muito bem da plataforma. Porque é uma plataforma intuitiva, rápida e fácil de usar. E esse ano estamos trazendo uma nova plataforma, mais rápida e mais intuitiva de se usar. Até o final do ano a Scanntech vai implementar uma nova plataforma. Nosso diferencial: vocês enviam os dados para nós e nós retornarmos para vocês, com todas as categorias. O que isso quer dizer? Que eu consigo dizer quanto que você vende de contra-filé e quanto que o mercado está vendendo de contrafilé. Quanto que você vende de banana e quanto que o mercado vende de banana. Então, é um faturamento alto, dados extremamente relevantes, que até então ninguém dava essas informações de mercado para vocês. E agora a Scanntech dá essa informação. Como trabalhamos ticket a ticket, eu consigo te dar preço o mínimo, o máximo e o rótulo. Outra vantagem do processamento de leitura de dados é que é automatizado, não tem nada manual. Então, o que falamos é o que realmente passou no PDV, é o que realmente o consumidor fluminense está consumindo. Então, é uma grande vantagem competitiva", prosseguiu o vice-presidente de varejo da Scanntech. Ronaldo Gadelha concluiu: "É uma estrutura mercadológica própria, ou seja, vocês não olham a estrutura mercadológica da Scanntech. A Scanntech é que olha a estrutura mercadológica de vocês. Eu consigo abrir o Rio em regiões e a informação fica mais precisa ainda é para vocês saberem o que o consumidor daquela região está consumindo. Trabalhamos procurando trazer informações para vocês, cada vez mais ricas, com mais conteúdo, para que vocês tomem as melhores decisões. A Scanntech pega esses dados, analisa, utilizando inteligência artificial e algoritmos junto com o mercado, e devolve para vocês insights. Para vocês tomarem as melhores decisões. Produtos que estão vendendo mais, produtos que vendem menos, para vocês terem força para negociar com a indústria, no dia a dia". COMUNICADO FINAL Ao final da reunião, Rosa Cunha, proprietária da rede Inter, comunicou a todos os presentes, o encerramento oficial das atividades comerciais do grupo. "Boa tarde, eu quero agradecer a atenção de vocês. Hoje eu vim aqui para comunicar formalmente, pessoalmente, que o Inter encerrou nesse mês de setembro as atividades comerciais. E aí, em função desse encerramento, eu quero, no meu nome pessoal, no nome da minha família, no nome do Inter, agradecer a Deus, a esse amado país, a esse estado lindo. Porque, enfim, nessa história a gente tem muito crescimento, muita prosperidade, muito aprendizado, muita conquista, muitos desafios e muitas amizades. Esse legado carregamos conosco e eu queria vir aqui dizer isso pessoalmente a cada um de vocês, a colegas de negócio que muitos eu tive o prazer de transformar em amigos. E eu quero aproveitar esse momento também para agradecer a Deus. Eu estava pensando, fazendo as contas, e eu não sei direito, mas eu acho que já são uns, vou contar, uns 20 e tanto anos, talvez uns 25 anos. Ocupei essa cadeira, que meu pai já havia ocupado por muitos anos, então, a nossa família tem uma história linda e temos uma tradição, foram muitas conquistas, através dessa associação. Destaco a importância de estarmos unidos, nas dores e nos desafios, para sermos mais fortes. Nosso coração será eternamente varejista, mas nesse dia de hoje eu agradeço por tudo e eu entrego a minha cadeira para que venha aqui um novo conselheiro, sentar nesse lugar e continuar essa jornada. Muito obrigada por tudo". Fábio Queiróz se manifestou: "Eu tenho 21 anos de ASSERJ. E quando cheguei, você já estava aqui. Então, fico lembrando disso tudo e preparei essa fala justamente em tom de memória, porque, quando cheguei você já estava e me recebeu muito bem. E também, Rosa, você sempre foi muito atuante, muito provocadora, muito técnica, e isso tudo contribui. Isso faz a gente evoluir, nos tira da zona de conforto. Então, seu papel sempre foi de trazer contribuição. Queria também lembrar muito do seu pai. Tive a honra de participar com ele no Conselho, junto com você, e depois em algumas reuniões. Ele foi uma pessoa incrível. É impressionante a quantidade de histórias que ele deixou dentro disso tudo. Quero lembrar também da marca InterContinental, de como ela marcou o Rio de Janeiro. Não falo apenas da empresa, mas de como ela entrou no coração das pessoas, nos lares. Claro que sempre existem percalços, dificuldades em qualquer trajetória, e a de vocês não foi diferente. Eu fico muito orgulhoso quando vejo vocês honrando a memória dos seus pais. Seu pai foi um imigrante acolhido, e eu também tenho uma história próxima disso. Assim como o Seu Mário (Viana) e tantos portugueses que aqui chegaram, o acolhimento foi fundamental. E a repercussão das atividades e do coração de vocês no nosso estado é muito grande, muito gratificante. É muito bacana como contribuíram tanto para o Rio, e nós, cariocas, acolhemos vocês. Encerrando minha fala, digo que nunca é sobre o fim, mas sempre sobre a trajetória. Eu estou um pouco emocionado, por causa da lembrança, mas acredito que tudo terminou bem. Todos teremos os nossos tempos, cada um tem o seu. A maturidade me trouxe esse olhar de reverenciar o que passou. Antes, eu era muito inquieto; hoje, aprendo a olhar mais para as histórias. Agradecer por tudo, por toda a contribuição, e dizer que acaba de uma maneira maravilhosa. Todo mundo deixando saudades. Isso é importante. Por favor, uma salva de palmas para a Rosa".
24/09/2025
Anvisa proíbe café da marca Câmara após identificação de fragmentos estranhos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na terça-feira (23), a apreensão e proibição de todos os lotes do Café Torrado e Moído Extraforte e Tradicional da marca Câmara. A medida inclui a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso do produto em todo o país. A decisão foi tomada após um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen/RJ) identificar fragmentos semelhantes a vidro em um lote (nº 160229) do café. Além disso, a Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do Rio de Janeiro constatou que a embalagem indicava empresas inexistentes ou irregulares como responsáveis pela fabricação. Segundo Flávio Graça, consultor técnico de Alimento Seguro da ASSERJ, “a presença de fragmentos estranhos em alimentos representa um risco direto à saúde do consumidor e indica falhas graves nos processos de produção e armazenamento. A análise microscópica é fundamental, pois permite detectar contaminantes que não podem ser vistos a olho nu, como vidro, pelos de roedores, insetos e fibras.” Ainda segundo o especialista, a RDC nº 14/2014 da Anvisa reforça a importância da microscopia na inspeção de alimentos. "A utilização dessa técnica contribui para o cumprimento das normas sanitárias, assegura maior rigor no controle de qualidade e garante alimentos seguros e íntegros, em conformidade com a legislação brasileira”, destaca Flávio Graça. Diante do risco à saúde e da ausência de procedência clara, a Anvisa orienta que os consumidores não utilizem o café Câmara em nenhuma de suas versões.
24/09/2025
Feijão em movimento: sua estratégia de preços está pronta?
Os preços dos feijões carioca e preto registram alta generalizada, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Para o feijão carioca de melhor qualidade (notas 9 ou superior), a combinação de procura aquecida e “postura firme dos produtores, que buscam negociar novos lotes a valores maiores”, sustenta o movimento. A oferta de grãos com padrão superior também está menor, reforçando a pressão. No caso do feijão preto tipo 1, a entressafra e a necessidade de recomposição de estoques mantêm o mercado ativo. Apesar da reação recente, “os valores do grão preto seguem próximos ou ligeiramente abaixo das médias históricas do Cepea”, que considera dados desde setembro de 2024. Visão do varejo Para Andenilson Vidal, diretor comercial do Supermercados Unidos, o cenário já vinha dando sinais de mudança: “Houve uma retração de informações de preços de alguns produtores, e algumas marcas até pareciam estar segurando os valores. As vendas fracas neste mês também causaram uma menor procura, mas logo veio a informação de aumento. Digamos que era esperado, mas não acreditávamos, ainda mais com dados da Scanntech mostrando a queda vertiginosa de cereais como arroz e feijão.” Segundo ele, a estratégia agora é manter o relacionamento com os atuais fornecedores: “Agora é buscar ações, mas, na maioria dos casos, não existe troca de fornecedor ou produtor, principalmente por se tratar de produtos fidelizados e regionalizados — o cliente, em geral, tem sua marca preferida. O que pode acontecer são ofertas com aplicação de margens reduzidas para chamar o cliente.” Já João Marcio, diretor comercial do Princesa, relata que ainda não se percebe um aumento efetivo nos preços do feijão, nem uma tendência clara de alta. O que ele observa é uma tentativa da indústria de puxar os preços para cima, especialmente depois da forte queda ocorrida nos últimos meses. "Existe, de fato, uma vontade de reajustar os valores, mas não há firmeza nesse movimento. Não sentimos que a alta seja motivada por demanda ou por problemas de safra; parece mais um esforço da indústria para melhorar um pouco os números, que estão em níveis muito baixos, do que uma necessidade real de aumento. Portanto, embora esse seja o patamar sugerido, ainda não é possível garantir que os preços se mantenham nesse nível." Produção e consumo O Brasil é um dos maiores produtores de feijão do mundo, especialmente das variedades carioca e preta. Na safra 2023/24, a produção nacional alcançou 3,24 milhões de toneladas, alta de 6,8% sobre o ciclo anterior. O consumo interno, embora robusto, apresenta queda per capita, influenciado por mudanças nos hábitos alimentares e pela concorrência de outros alimentos. Mesmo com demanda doméstica significativa, o país reforça sua presença no mercado internacional. De janeiro a novembro de 2024, as exportações brasileiras de feijão somaram 304,95 mil toneladas — o maior volume já registrado. No campo, a colheita da terceira safra 2024/25 está na reta final, enquanto produtores iniciam o plantio de 2025/26. Especialistas alertam que os custos de produção também subiram, o que pode afetar a rentabilidade. A oferta limitada de grãos de qualidade superior deve continuar pressionando preços, principalmente se a demanda externa se mantiver firme. Perspectivas para 2025/26 Para a próxima safra, a expectativa é de preços estáveis. “O cenário é de manutenção de preços. Isso significa que serão preços históricos na média”, afirmou Sílvio Porto, diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo ele, os valores devem ficar abaixo dos picos da pandemia, “mas sem quedas bruscas”. Porto descarta repetições de recordes: “Não dá para imaginar que nós vamos ter de novo soja acima de R$ 200 ou a saca de milho acima de R$ 100. Isso nós não vamos ter”. Ele avalia que a estabilidade favorece o sistema de produção, trazendo previsibilidade e impacto positivo nas cadeias de ração animal, carnes e, por consequência, nos preços ao consumidor. Componentes externos, como “o tarifaço dos Estados Unidos” e a possível ocorrência do fenômeno climático La Niña — que tende a reduzir as chuvas no Sul —, são pontos de atenção. Ainda assim, Porto acredita que “o Brasil acaba se posicionando bem, tende até a se beneficiar desse processo, ao contrário do que imaginaram quando foi imposto isso”. Feijão, uma “caixinha de surpresa” O único alerta no curto prazo é para o feijão carioca, que pode apresentar sobressaltos de preços em 2025/26. “Está havendo uma pressão de preços muito significativa e há análises de que talvez nós tenhamos alguma surpresa de uma retomada de preços em um patamar um pouco superior do feijão”, disse Porto. “Se manter a projeção da safra, eu diria que vai ter estabilidade, mas o feijão é sempre uma caixinha de surpresa.” A Conab projeta para 2025/26 colheita de cerca de 3 milhões de toneladas, consumo de 2,8 milhões e estoques de passagem levemente mais altos. A companhia observa que “o feijão mantém quadro de oferta elástica e decisões táticas”, destacando que as redes varejistas operam com estoques mais enxutos e seletivos, o que pode interromper, mesmo que de forma moderada, a trajetória de queda ao consumidor.
24/09/2025
"O ouro só vem quando você usa dados a seu favor", ALAS e ASSERJ promovem webinar sobre o futuro do varejo
A Associação de Supermercados das Américas (ALAS), em parceria com a ASSERJ e a Yango Tech, promoveram, nesta terça-feira, 23 de setembro, o webinar, "O Futuro do Varejo Supermercadista com Inteligência Artificial". O encontro contou com as participações de Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e 1º vice-presidente da ALAS, e de Guilherme Czillich Alvim, head de Vendas da Yango Tech no Brasil. Inteligência Artificial no varejo supermercadista: da sensibilização à aplicação prática A Inteligência Artificial já deixou de ser uma tendência e se tornou uma realidade concreta no varejo supermercadista. Os palestrantes exploraram como a IA transforma a jornada do cliente, desde a busca por produtos até a finalização da compra, trazendo personalização e eficiência para toda a operação. Guilherme Alvim explicou: "Hoje vemos muita gente falando de IA, mas ainda existe certo preconceito em algumas empresas: será que é a hora de embarcar nessa? Será que devo esperar mais um pouco? Mas o fato é que todo mundo está falando do tema. Então, tem muita coisa legal acontecendo e, claro, aqui na Yango não é diferente. Por sermos uma empresa 100% de tecnologia, a ideia é justamente ajudar a disseminar esse conhecimento, trazer informações e deixar claro até onde conseguimos evoluir e tudo que já mapeamos como oportunidade. Atualmente temos diversas soluções, algumas puramente de IA, muitas delas embarcadas em outros sistemas que já fornecemos para o varejo. Um exemplo é a nossa plataforma completa de e-commerce, que vai de ponta a ponta, desde o momento em que o cliente acessa o aplicativo ou o site, até a chegada do pedido na casa dele. Em várias etapas desse processo a IA está presente. Não é uma aplicação simples ou pontual, mas sim um uso completo. Desde a busca, que é algo extremamente sensível, até compreensão dos hábitos de consumo, recomendação de produtos com base nesses hábitos e vai ajustando as sugestões ao longo do tempo. Não existem dois aplicativos iguais, cada cliente faz suas compras, e a IA personaliza a experiência conforme o histórico de consumo. Isso está disponível para qualquer supermercadista. As recomendações, seja em cross-sell ou upsell, também são feitas com base nesse entendimento. Dessa forma, aumentamos o ticket médio, incrementamos vendas e deixamos a jornada mais fluida. Temos ainda um editor de IA para base de produtos. Quando falamos de compra online, todo mundo sabe que a decisão começa pelos olhos. Uma boa imagem ou vídeo é determinante. Hoje nosso sistema gera automaticamente imagens, vídeos e descrições de produtos, tudo para facilitar e automatizar o dia a dia dos varejistas. E claro, oferecemos também um assistente de IA. Imagine: ‘Quero organizar um churrasco para 10 pessoas em casa’. O assistente calcula o volume de produtos necessário, sugere itens e até lista ingredientes de receitas específicas. Isso mostra como a IA já está presente desde o início da jornada do cliente até a finalização da compra". Fábio Queiróz destacou: "O que eu vejo é o seguinte: a velocidade de transformação do varejo é muito diferente de outros setores. Quando surgiu a IA, vimos muitos questionamentos. Yuval Harari (professor e autor de best-sellers internacionais), por exemplo, dizia que a IA mudaria e dominaria o mundo. Ao mesmo tempo, havia desconfiança e apostas no metaverso como grande protagonista. Pois bem, essa fase já passou. Hoje, qualquer cidadão, mesmo sem ser especialista, entende que a IA veio para ficar e para transformar. Já avançamos para agentes inteligentes e estamos caminhando em passos largos rumo a humanoides. Mas embora o debate sobre o futuro seja fascinante, reconheço que, no presente, a discussão é ainda mais relevante, e talvez menos charmosa. O varejo já se utiliza da IA. Faço questão de frisar: a velocidade de implementação no setor é mais lenta. Nossa operação é dura, complexa, e sobra pouco tempo para absorver novas tecnologias. Ainda assim, o supermercadista já está trilhando esse caminho. O desafio é utilizá-la de forma a realmente aumentar vendas e melhorar a experiência de compra. Gosto muito da palavra sensibilização. Para mim, ela é o primeiro degrau da transformação. Mais do que iniciar, sensibilizar significa introduzir no coração e na mente aquilo que vai ser feito. Vejo um varejo sensibilizado para a IA, mas que ainda precisa integrá-la com sua área comercial e de retail media, que demandam mais IA para chegar a resultados mais profundos. Colocar uma tela de LED na loja é apenas o primeiro passo. O desafio é ir além, integrar dados e inteligência de forma simples e acessível. Fecho essa primeira fala com uma provocação: como você, supermercadista, vai usar a IA para ler dados? Mais ainda: como vai usá-la para vender? E, de forma umbilical, como vai aplicá-la para melhorar a experiência de compra do consumidor?". Loja física e online conectadas: omnichannel potencializado pela IA O consumidor moderno exige experiências consistentes, seja na loja física ou no e-commerce. Como promover a integração entre canais e tecnologias permite oferecer uma jornada de compra fluida, sem frustrações e com máxima conveniência? Guilherme Alvim pontuou: "Estamos vendo que cada vez mais a omnicanalidade é uma realidade. O cliente que vai à loja precisa ter o mesmo tipo de experiência de quem compra em casa, e vice-versa. E uma coisa interessante é que um canal sempre convida o consumidor a conhecer o outro. Se eu comprei primeiro online e tive uma experiência legal, automaticamente vou até a loja para conhecer de onde comprei. E o contrário também acontece. Isso, para mim, é um ponto superinteressante. Essa experiência vai se ampliar à medida que cada vez mais pessoas tenham contato com inteligências aplicadas dentro da loja. Hoje já começamos a ver isso acontecendo. Hoje já temos uma solução de IA que mapeia os produtos dentro da loja por meio de câmeras com visão computacional. E para quê serve isso? Para evitar ruptura, garantir mais assertividade no cumprimento de planogramas e assegurar que os preços estejam sempre corretos, de acordo com o que está definido no sistema, e não apenas na etiqueta física. Assim, conseguimos manter essas etiquetas sempre atualizadas e, a partir disso, garantir a melhor experiência para o cliente. O resultado é simples: os produtos sempre disponíveis, no lugar certo, e a loja com a sensação de que acabou de ser inaugurada, bonita, com as gôndolas cheias e organizadas. E todo mundo sabe: isso, no fim das contas, se transforma em venda. Além disso, temos diversas outras soluções. Por exemplo: enquanto garanto que o que estou mostrando no online realmente está disponível no estoque da loja física, também ofereço uma experiência muito melhor para o cliente no digital e não gero frustração. É justamente essa interação entre os dois mundos, físico e digital, que está ganhando cada vez mais força". Fábio Queiróz ressaltou: "Eu estive na NRF este ano, em janeiro, e tive contato com uma tecnologia que achei muito legal para integrar a loja física ao online, chamada Lift and Learn. Lift, de erguer, tirar o produto da gôndola, numa tradução bem varejista. E Learn é aprender. Então funciona assim: você tira o produto da gôndola e, imediatamente, aparece na sua frente uma tela mostrando tudo o que você quiser saber sobre ele. Vou dar um exemplo pessoal: tenho uma banda de pop rock, sou cantor, e sempre soube que romã fazia bem para a garganta. Mas eu não sabia que também era bom para a imunidade. Pois bem, quando tiro o romã da gôndola, aparece numa tela de LED, bem à minha frente, todas as propriedades do produto. E não para por aí: nessa mesma tela posso incluir o item no meu carrinho virtual e até pedir entrega em casa, caso eu esteja, por exemplo, indo para o trabalho e tenha parado no supermercado para fazer compras. Mas onde entra a IA nessa história? Até aqui, é um processo totalmente tecnológico, mas ainda não falei de IA. Acontece que, nessa mesma tela de LED, nem preciso do lift, nem preciso erguer o produto. Por meio de IA aplicada, a tela já consegue me ler e hiperpersonalizar a minha experiência de compra. Só de olhar para a tela, ela reconhece o Fábio Queiroz, que gosta de tomar cerveja e não tem o hábito de comprar vinho, e pode me impactar não apenas com o romã que está na minha frente, mas também com cervejas e promoções da loja, e assim por diante. Separei esses dois exemplos para destacar uma coisa: a loja física vai mudar, e muito. Quando surgiram o e-commerce e a IA, alguns mais precipitados já diziam que as lojas iriam acabar. Mas a resposta logo veio: as lojas não vão acabar, elas vão se transformar e se integrar. Essa discussão já está superada. O que falta debater é como essa transformação vai acontecer. E, na minha opinião, essa mudança será profunda". O futuro do varejo hiperpersonalizado: cuidado, ética e IA Os dados gerados pelos clientes são um recurso valioso, mas o verdadeiro "ouro" está além deles, principalmente quando o tema envolve a hiperpersonalização, impulsionada por IA, permitindo oferecer recomendações e experiências individualizadas, aumentando vendas e fidelização. Guilherme Alvim expôs: "Já entrando um pouco mais no detalhe: quando falamos de busca inteligente, a solução não se limita a palavras-chave. Ela compreende o significado e a intenção do usuário. Ou seja, basta começar a digitar algumas letras e ela já entende o que estou buscando. Isso é oferecer uma experiência cada vez melhor para o cliente. Inclusive, é um bom ponto do que o Fábio trouxe: ainda temos muitas pessoas se perguntando como usar a IA ou quem vai colocar a mão na massa. A verdade é que muitas dessas funcionalidades já trabalham sozinhas, porque estão embarcadas na solução. Isso torna o uso muito mais simples e acessível. E qual é o grande diferencial? A IA entende exatamente os hábitos de consumo e o contexto da busca. Por que aquela pessoa está procurando determinado item naquele momento? Ela cruza diversos parâmetros para personalizar de fato a experiência. Pessoa por pessoa. Esse é o ajuste fino: captar a individualidade de cada cliente e personalizar sua jornada. E os resultados são claros. Só com a aplicação dessa tecnologia já ajudamos outros varejistas a alcançar, por exemplo: 5% de aumento no faturamento e 12% a mais de taxa de cliques. Isso gera confiança e aumenta a probabilidade de compra. Outro dado importante: 68% dos compradores abandonam o site se não encontram rapidamente o que procuram ou se não têm uma boa experiência de navegação. O digital vive nessa lógica de velocidade, diferente do físico. Na loja, o cliente quer explorar, olhar todos os produtos, viver a experiência do varejo. Já no digital, o ritmo é muito mais acelerado. Por isso, precisamos estar preparados para atender a todos os perfis de público, o que busca conveniência imediata e o que valoriza a jornada completa". Fábio Queiróz ratificou: "O cliente hoje nos fornece a matéria-prima, o ouro. E explico o porquê: são os dados. Mas o ouro mesmo só vem quando você consegue usar esses dados a seu favor. Porque dados hoje, como diz Vicente Falconi (consultor em gestão e escritor, eleito uma das 21 vozes do século XXI pela American Society for Quality), não são o novo petróleo. Saber o que fazer com eles é o novo petróleo. Pois bem, nesse cenário de saber o que fazer com os dados, o consumidor nos impõe apenas uma exigência: hiperpersonalização. Já parou para pensar? Hoje ele libera todos os dados. Eu sou do tempo em que não se comprava pela internet por medo de clonarem o cartão ou invadirem a conta. Hoje, o cliente confia 100%. A única exigência chama-se hiperpersonalização. Tivemos a era de tratar todo mundo como igual, homem, mulher, criança, idoso, tudo no mesmo balaio. Depois, avançamos para a clusterização: segmentação por grupos, homem, mulher, idoso, criança. E hoje entramos na hiperpersonalização. Mas como atingi-la? Primeiramente, que será com a IA. Eu venho de um supermercado aqui no Rio e brincamos com a 'IA' dos donos já são mais idosos, que sabiam o que a 'dona Maria' queria. Mas essa inteligência natural funciona para 10, 15 pessoas; a inteligência artificial escala isso de forma gigantesca. Quando você entende esse jogo, precisa integrar o CRM à sua base de dados, usando IA, por exemplo, em chatbots. Se for o aniversário do Guilherme, o chatbot pode perguntar: 'Guilherme, tudo bem? Parabéns! Vai fazer o quê hoje?". Quando ele responder, o chatbot vai fazer as recomendações já com lista e quantidades, oferecendo entrego em casa até a hora programada, pronto, sem trabalho algum. Isso é só o começo. Podemos evoluir para agentes de IA que são a nova onda. Por exemplo, marcar uma consulta médica hoje não exige interação humana: um agente de IA faz isso sozinho. Por que não levar isso para o varejo supermercadista? Eu não preciso entrar no açougue, um agente de IA separa 1,5 kg de picanha, eu passo para retirar e não fico na fila. Além disso, ele não vai entregar na minha casa, mas, se eu optar, ele destravará o comando para isso e fará com que a compra seja finalizada. Amigos, a provocação é grande. E isso está apenas começando". Guilherme Alvim prosseguiu: "Concordo plenamente, faz total sentido. E o que eu acredito que vale um ponto de atenção em tudo isso é o seguinte: essa questão da hiperpersonalização é muito válida, muito rica e vai ser bastante trabalhada, mas é preciso ter em mente que, do mesmo jeito que no passado considerávamos todo mundo no mesmo balaio, hoje precisamos ter muita cautela para que a hiperpersonalização não evolua de uma forma em que cada pessoa seja tratada tão individualmente que isso gere mais dor de cabeça do que solução. Eu acredito muito na hiperpersonalização, acho que faz total sentido, é um movimento super válido. Na nossa solução, vemos isso funcionando muito bem: conseguimos criar campanhas personalizadas para grupos específicos, como quem gosta de vinho, quem gosta de cerveja, quem gosta de churrasco. Mas vejo com muita cautela a expansão disso para o ponto em que não se trate mais grupos, mas cada indivíduo de forma totalmente isolada. Isso pode gerar retrabalho e complicações futuras. Então, como toda solução, precisa ser utilizada com cuidado. Mas, sem dúvida, esse é um caminho sem volta". Fábio Queiróz ressaltou: "Com cautela e com ética, é muito importante. O tema do Conecta Varejo desse ano, que é uma das propriedades da ASSERJ, é o maior evento de tecnologia de varejo supermercadista das Américas, abordou justamente a ética dentro dessa história. Então, ok, ainda trabalhamos com limites, e o Guilherme está coberto de razão: cada vez mais vamos mergulhar na hiperpersonalização, não tem jeito e não tem volta. Não adianta dizer: 'eu não quero trabalhar com personalização'. Você vai ficar para trás. Se daqui a 5 ou 10 anos, não sei precisar, quem não integrar seu app de compras à IA, seu comercial e plano de compras vai ter dificuldade para sobreviver. Podemos cravar isso já em setembro de 2025. Agora, quais são os limites disso? Há o caso clássico do Wallmart nos Estados Unidos, onde a IA identificou que uma cliente estava grávida. Como? Pelos seus hábitos de compra, que mudaram. Então, querendo fazer uma surpresa e encantar o cliente, algo que todos nós apoiamos, eles não se atentaram a um detalhe: ligaram para a casa dela, quem atendeu foi o marido, e ele não sabia que ela estava grávida. Isso gerou um processo grande. Portanto, o cuidado com a hiperpersonalização tem limites morais, sociais e éticos. Eu não poderia deixar de colocá-la no ar, de colocar no pensamento de todos. As empresas mais éticas, que souberem manusear isso com inteligência, são as que sairão na frente". Tecnologia e informação: conectando experiência, compras e retenção A tecnologia permite impactar o cliente de forma estratégica durante toda a jornada de compra. Recomendações inteligentes e provocações personalizadas ajudam o consumidor a completar sua compra, beneficiando supermercadista e melhorando a experiência. Guilherme Alvim apresentou: "Toda a parte de recomendações de machine learning, de cross-sell e upsell. Aqui, de novo, entramos muito numa forma de hiperpersonalização, onde a própria plataforma entende os hábitos de consumo dos clientes e, em diversas etapas da jornada de compra, ele é impactado por isso. Seja na página inicial, seja durante o carrinho, seja no cartão ou na imagem do produto, ou mesmo na hora de buscar um outro item, a plataforma provoca o cliente: 'você não esqueceu esse item?', 'não gostaria de comprar este produto a mais?', 'este item pode fazer sentido para você com base no seu perfil de compra'. Com isso, geramos provocações inteligentes para que o cliente tenha uma compra mais completa, o que, logicamente, ajuda os varejistas a aumentarem o ticket médio e agregarem mais valor. Ao mesmo tempo, o cliente tem uma experiência de compra mais completa, garantindo que o que ele pediu chegue completo em casa. Resultados concretos mostram um aumento de faturamento de 22% e retenção de clientes de 15%, justamente porque conseguimos recomendar itens esquecidos ou complementares que fazem sentido para cada perfil. E mais um dado interessante: 80% dos compradores têm maior probabilidade de adquirir produtos de marcas que oferecem experiências personalizadas. Mais uma vez, reforçando a fala do Fábio sobre hiperpersonalização e o quanto isso ainda vai escalar nos próximos anos". Fábio Queiróz complementou: "Tem o vídeo, que eu acho que é a grande integração entre a loja física e o online. Tem jeito de fazer isso, porque no final a 'last mile', e aqui entre aspas porque se refere a da jornada de compra dentro da nossa loja, vai ser definida pelo consumidor: se ele quer comprar ali na hora, se ele quer receber depois, e assim por diante. E aqui um ponto importante: o que mais vai vender é informação. Quanto mais informação você der para o cliente, melhor. Claro, você precisa de uma tecnologia que facilite a compra; a jornada de compra precisa ser simples, com usabilidade máxima. Isso tem sido feito bastante, e já vemos tecnologias de varejo concebidas de maneira simples, fácil de usar, justamente para quebrar o mito de que tecnologia é complexa demais ou não é para certas gerações. Hoje, idosos manuseiam tecnologia com facilidade, usam self-checkout, e isso já virou rotina para todos os consumidores. Mas voltando à informação: vai vender mais quem informa mais. A tecnologia é grande aliada nesse processo. Voltando ao exemplo do romã: se eu sei que ele faz bem para imunidade, eu vou comprar, principalmente se estiver precisando naquele momento. Para mim, esse é o ponto: a loja física precisa levar muita informação para o consumidor, além das tecnologias que já discutimos. Essa é uma peça fundamental". Sinergia entre a loja física e digital: garantindo disponibilidade e evitando rupturas Poucas coisas prejudicam mais a experiência do cliente do que produtos indisponíveis. A integração entre estoque físico e digital, com atualizações em tempo real, é essencial para evitar frustrações e manter a confiança do consumidor. Guilherme Alvim frisou: "Isso é algo que impacta muito o varejo e pode, de fato, ser um problema que afeta a experiência do cliente. Por quê? Se eu não tenho o estoque atualizado em relação ao que está acontecendo no e-commerce. Imagina que você coloca 10 itens no carrinho, faz a compra, e na hora que o pedido chega à sua casa só chegam 6. Quatro itens vieram faltando porque não tinham no estoque, mas estavam sendo mostrados no aplicativo. Isso gera uma frustração enorme. Agora, imagine que esse cliente estava preparando um jantar para 10 pessoas e faltaram 6 ingredientes. O jantar simplesmente não acontece. Você não frustrou apenas uma pessoa, mas 10. Isso causa um impacto negativo gigante. Do mesmo jeito que conseguimos usar os dados para gerar impacto positivo, essa falha pode criar uma reação em cadeia negativa, prejudicando a marca. Um ponto importante que trabalhamos muito é garantir que o que é exibido no aplicativo realmente exista em estoque. Por exemplo, em nossa solução, atualizamos os itens disponíveis a cada três segundos, garantindo que o cliente compre apenas o que está realmente disponível. Portanto, é fundamental ter sinergia entre o estoque da loja e o que é mostrado no digital. Esse é um ponto extremamente importante.” Fábio Queiróz ratificou: "Ruptura é 'crime' para o varejista. Tinha que estar no Código Penal dos supermercadistas, com pena se acontecer. Como o Guilherme falou: se você não tem uma estrutura adequada, não faça, porque a frustração do cliente é muito maior do que qualquer benefício que você possa ter. A recomendação é começar com uma estrutura mínima, porém eficiente, e ir se aprimorando à medida que a operação evolui". Curiosidade, treinamento e sensibilização: caminhos para adotar tecnologia no varejo A tecnologia sozinha não transforma o varejo supermercadista. É preciso treinamento, orientação e acompanhamento próximo para que varejistas e equipes aproveitem ao máximo as soluções digitais. Então, como despertar curiosidade, reduzir resistência e criar cultura de inovação nas operações? Guilherme Alvim analisou: "Não vou nem falar de resistência, mas sim da curiosidade que precisamos gerar dentro dos varejistas. É sobre provocar, mostrar oportunidades para trabalhar e melhorar. Quando falamos de treinamentos e soluções, do nosso lado tudo é muito simples e claro. E jamais chegaríamos a implantar uma solução dessas em um supermercado e simplesmente dizer: 'boa sorte, agora vocês seguem sozinhos'. Não. É preciso consultoria, estar junto, orientar passo a passo. Muitos vendedores ainda pensam que a venda acaba no momento do contrato, mas, na verdade, é aí que começa. É nesse momento que você pega o varejista pela mão, mostra o que precisa ser feito, como treinar a equipe, como cada etapa do processo será utilizada por cada pessoa. Haverá diferentes funções, cargos e responsabilidades, e cada um usará nossas soluções diariamente. Claro, não é simples, mas com treinamento, tudo é possível. Depois disso, a resistência diminui e a curiosidade cresce. Os varejistas começam a se perguntar: 'tem alguma função que posso automatizar? Algum processo que pode melhorar minha operação?'. É exatamente andar lado a lado e mostrar que tudo é possível". Fábio Queiróz reforçou: "Frequente as reuniões da ASSERJ, frequente o Conecta Varejo, e agora vamos propor o primeiro evento de tecnologia da ALAS. Vou dar um spoiler: se o conselho aprovar, e o presidente Jânio Cabal, um grande líder, sem palavras para descrevê-lo, apoiar, teremos o evento de tecnologia da ALAS em São Paulo. O projeto está pronto. Primeira orientação: nunca esqueça de sensibilizar e estar aberto à tecnologia. Ela não é tão cara quanto muitos imaginam, e hoje é muito mais simples do que se supõe. Então, primeiro: abra a sua mente. Segundo: procure apoio, porque já existe um ecossistema pronto, com domínio e know-how. O retail media não é só para grandes, é para pequeno e médio também. Para você que é pequeno, solte as amarras e conviva com os grandes, frequente as reuniões da ASSERJ, troque boas práticas. Dessa forma, você vai descobrir tecnologias, hoje baratas ou até gratuitas. Portanto, para o pequeno e o médio, é fundamental integrar a tecnologia à operação, porque ela vai reduzir custos ou aumentar a receita, impactando diretamente a linha final. Isso é ainda mais importante do que para grandes supermercados, que já têm estruturas consolidadas. Tecnologia é uma grande aliada, tanto do pequeno quanto do grande, que todo dia luta para fechar no azul". ASSERJ: inspirando a inovação e a excelência operacional para supermercadistas A ASSERJ é referência nos quesitos abordados durante o webinar. Nesse contexto, o presidente da Associação destacou a importância de estudar, se fazer presentes nos eventos e aplicar os conhecimentos adquiridos gradativamente aos processos comerciais, sempre com foco em resultados, colaboradores e experiência do cliente. Fábio Queiróz encerrou com um recado: "O que discutimos hoje é um tema em que, certamente, a ASSERJ está na vanguarda, no Brasil, nas Américas e no mundo. Não nos limitamos à IA, embora seja muito importante; o tema é a transformação digital como um todo. Eu não sou nativo digital, acabei me apaixonando por isso, fundei o Conecta Varejo pela ASSERJ, que deu origem ao Rio Innovation Week, hoje o maior evento de tecnologia do mundo. O que eu quero dizer é que, apesar dos percalços, a operação do varejo é extremamente dura. Eu me coloco no seu lugar: ainda sou, tenho alma de varejista, mas me afastei da operação. Sei que fluxo de caixa, comprar bem e vender bem são prioridades, mas também sei que você não se arrependerá de investir tempo para inserir tecnologias gradativamente na sua loja. É isso que o consumidor quer, é isso que a sua linha final pede. É também para que seus colaboradores tenham melhor qualidade de vida. Na minha opinião, qualidade de vida não é trabalhar pouco, mas sim trabalhar muito, de maneira correta e produtiva, o que retroalimenta a recompensa pessoal, aumenta a autoconfiança, dentro e fora do trabalho. E você terá tempo de qualidade, não só para sua família, mas dentro do seu próprio trabalho. Trabalhar certo transforma qualquer resultado. O caminho, na teoria e na prática, é sobretudo na troca de experiências. Visite sua loja com olhar diferente, saia de um webinar como esse, dos eventos da ASSERJ, com sede de transformação, pegue a revista Super Negócios da ASSERJ, caminhe pela loja, matéria a matéria, e transforme cada ponto do seu ponto de venda. Que a IA seja integrada ao seu departamento comercial, porque todos somos vendedores: o dono da empresa, o comprador, a atendente. Por exemplo, ontem, fui muito mal atendido com meu filho numa rede de fast food, e isso fez toda a diferença. Saímos e fomos comer em outro lugar. Eles montam toda a estratégia, investem em marketing, e uma única pessoa pode destruir tudo. Olhe para seus colaboradores com essa consciência". "Também convido todos vocês para o Seminário Super Negócios da ASSERJ, no dia 29 de outubro, onde indústrias e supermercadistas se encontrarão para trocar experiências, falar de gerenciamento de categoria, IA e retail media. A integração entre líderes de setor e associações, que fazem o seu papel institucional, é o caminho certo. Essa mensagem final nos enche de esperança, porque seu papel é exatamente o da execução. O caminho não é fácil, mas é muito rico em aprendizado e em impacto na sua linha final. Então estude, mas não deixe de executar". Como mencionado pelo presidente da ASSERJ, ressaltamos que já estão abertas as inscrições para o Seminário Super Negócios de 2025. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina de cada setor. Para mais informações, entre em contato com o SAA.
24/09/2025
1
...
112
113
114
...
799
4 entradas
4
Elementos por página
8
Elementos por página
20
Elementos por página
40
Elementos por página
60
Elementos por página
Mostrando el intervalo 449 - 452 de 3.194 resultados.
Página
1
...
Páginas intermedias Use TAB para desplazarse.
Página
2
Página
3
Página
4
Página
5
Página
6
Página
7
Página
8
Página
9
Página
10
Página
11
Página
12
Página
13
Página
14
Página
15
Página
16
Página
17
Página
18
Página
19
Página
112
Página
113
Página
114
...
Páginas intermedias Use TAB para desplazarse.
Página
115
Página
116
Página
117
Página
118
Página
119
Página
120
Página
121
Página
122
Página
123
Página
124
Página
125
Página
126
Página
127
Página
128
Página
129
Página
130
Página
131
Página
132
Página
133
Página
134
Página
799
Minuto ASSERJ
Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
11/2/26, 16:00
Está sabendo? GPA anuncia novo CFO
5/2/26, 16:00
Mostrando 1 a 2 de 2
1
Newsletter ASSERJ
Receba as principais notícias do setor supermercadista e informações exclusivas para associados.
Advertencia:
No tiene permiso para acceder a los campos de carga en este formulario. Para solicitar el acceso, póngase en contacto con el propietario del formulario o el administrador del portal.
Sem spam. Cancele quando quiser.
Oculto