01 abr 2021

Com alta do dólar, consumidores buscam alternativas para o almoço de Páscoa

Com a alta do dólar e o impacto em muitos produtos tradicionais da Páscoa, como o bacalhau e o vinho, as expectativas de vendas para a data esse ano estão bem tímidas, segundo a nossa avaliação. 

A expectativa é de um crescimento de menos de 2% (1.3%) em relação à Páscoa do ano passado. A queda na renda das famílias, causada pela pandemia, é o principal fator de retração nas compras. 

Esta, inclusive, deve ser a Páscoa das lembrancinhas e das substituições, com uma maior procura por produtos mais em conta. As apostas de produtos que devem ter uma procura maior são: chocolate em barra (3%) e colombas pascais (quase 3%), seguidos do azeite e os bombons, ambos com 1,5% de expectativa de aumento nas vendas. Em relação às bebidas alcoólicas, o destaque esperado para a data são os vinhos nacionais (1,3%). 

Segundo o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, apesar do momento delicado e difícil que estamos vivendo, a Páscoa vem para dar um respiro e trazer alento para as pessoas e suas famílias. 

“O momento é frágil e as vendas estão mais tímidas este ano. Além disso, as pessoas têm evitado reuniões em família”. 

Fábio Queiróz ainda dá dicas de como substituir alguns itens do almoço de Páscoa: 

“Peixes nobres, como salmão e bacalhau, por serem importados, também sofrem impacto no preço devido à alta do dólar. Mas você pode substituí-los, com vantagens, por outros pescados encontrados no litoral brasileiro: uma sugestão é o cação, que é um peixe pouco calórico e deliciosa”.

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