06 nov 2020

PIX garante mais segurança para supermercadistas

Nova forma de pagamento instantâneo, prevista para estrear em 16 de novembro, tem  potencial para conquistar clientes e varejistas do setor

 

Você já sabe o que é o PIX?

O PIX é um sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central, para facilitar transferências e pagamentos, prometendo disponibilidade, velocidade e conveniência e, ainda, aprimorando a experiência dos usuários.

O modelo tem grande potencial para conquistar consumidores e varejistas do setor supermercadista.  Disponível 24 horas nos sete dias da semana, o PIX deve estrear em 16 novembro para toda a população. 

O supermercado poderá utilizar o modelo de duas formas: como pagador, para quitar  fornecedores, e como recebedor, no caso em que seus clientes escolham o PIX  para pagar as compras. 

Segundo o presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de  Janeiro (ASSERJ), Fábio Queiróz, o modelo veio para agregar e facilitar ainda mais o  dia a dia do setor. Para o presidente,  “o PIX será muito útil para o varejista e consumidor. Com ele, as  redes não precisam lidar com troco, o que ajuda na questão de dinheiro no cofre. Sem  falar da segurança e rapidez na transação que o PIX possibilita, frente a outros canais.  É uma grande facilidade para os clientes não bancarizados, que podem pagar via  aplicativo no celular”.

Para Fábio, antes de tudo, o supermercadista precisa entender como nunca o seu cliente, desejos, aspirações e hábitos: “Recentemente as redes de supermercados  começaram a aceitar diversos novos meios de pagamentos, como as carteiras digitais, e o PIX veio para complementar ainda mais. É algo novo, mas as redes precisam se atualizar neste mercado cada vez mais competitivo e facilitar o processo de compras do consumidor. Os varejistas que garantem oportunidades e variedades para os clientes têm mais chances de fidelização”.

COMO FUNCIONA PARA O CONSUMIDOR?

Após fazer a leitura dos produtos no caixa, será dada ao cliente a opção de realizar o  pagamento pelos meios utilizados pelo supermercado, dentre eles o PIX. Ao  selecionar essa opção, o sistema de vendas da loja disponibilizará um QR Code para que o cliente faça a leitura por meio do celular e inicie o pagamento. 

Será apresentada no dispositivo a confirmação com os dados da compra e do  recebedor. Após a confirmação, em no máximo 10 segundos, a transação é concluída,  estando os recursos disponibilizados na conta do supermercado. Tanto cliente quanto  supermercado recebem uma notificação de conclusão da transação.

VANTAGENS PARA O SUPERMERCADO

Por ser um meio de pagamento instantâneo, o varejista tem o dinheiro na conta em  poucos segundos e não precisa aguardar dias ou semanas como acontece em outros  canais, reduzindo assim custos.

 

De acordo com o chefe de Subunidade do Banco Central, Breno Lobo, com o PIX se espera reduzir expressivamente o uso do dinheiro em espécie, o que facilita a operação e aumenta a segurança. 

 

Para Breno, receber os pagamentos com o novo sistema tende a ser mais barato em comparação  a outros meios, dado que é um modelo com menos intermediários e com um alto grau de competição, o que propicia a redução de custos para lojistas”.

HAVERÁ TARIFAS?

Pessoas jurídicas podem ser cobradas e os valores das tarifas podem ser livremente  definidos pelas instituições. Porém, o representante do Banco Central garante que  algumas características fazem do PIX um meio de pagamento com o potencial de ser  mais barato. 

“Primeiramente, o PIX é um arranjo de pagamento instituído pelo Banco Central e, como  órgão público e regulador, atua como um agente neutro, que não visa lucro e, portanto,   cobrará um preço muito baixo das instituições financeiras e de pagamentos, apenas para ressarcimento dos custos das plataformas providas”, revela Breno Lobo.

Ele afirma também que é um modelo com menos intermediários e com um alto grau de  concorrência participantes que tende a promover um ambiente de baixas tarifas. “Até o  momento, cerca de 700 instituições financeiras e de pagamento já estão aptas a ofertar  o PIX, uma quantidade grande de opções para que lojistas possam buscar as melhores  alternativas”, aponta o chefe de Subunidade do Banco Central.

SEGURANÇA ANTES DE TUDO

O sistema foi construído com uma série de mecanismos robustos de segurança, com camadas exclusivas para a proteção, como os marcadores específicos de fraude. As  informações das chaves e as transações trafegam por uma rede exclusiva apartada da  internet, a Rede do Sistema Financeiro Nacional, extremamente resiliente e com  informações criptografadas, na qual trafegam todas as transações de altos valores no  país. Além disso, como o principal canal para uso do PIX é o aparelho celular, a  autenticação das transações utilizará recursos modernos, como biometria ou  reconhecimento facial. 

Segundo Breno Lobo do Banco do Brasil, caso a instituição financeira ou de pagamento  suspeite se tratar de uma transação fraudulenta, o tempo de até 10 segundos para  conclusão das transações pode ser estendido para que se faça uma averiguação,  podendo até mesmo ser rejeitada. 

“Transações com suspeita de fraude ou com suspeita de infração à regulação de  prevenção à ‘lavagem’ de dinheiro e ao financiamento do terrorismo estão suscetíveis  a um tempo máximo de 30 minutos para a autorização de ordens de pagamento enviadas  pelo usuário pagador das 8h às 20h, nos dias úteis, e a um tempo máximo de 60 minutos para os demais horários e dias”, garante o especialista. 

SUPERMERCADOS: O QUE FAZER PARA TER O PIX?

 

É necessário que o supermercado possua uma conta-corrente, conta-poupança ou uma conta de pagamento pré-paga em uma das instituições habilitadas pelo Banco Central.  A lista das instituições aptas e em adesão está disponível nesta página.

 

O chefe de Subunidade informa que há modelos de precificação diferentes entre as  instituições e é importante pesquisar o que mais se adequa ao negócio. “Vale verificar  se o sistema de automação utilizado está adaptado para integrar o PIX e usar a API. É  necessário que os estabelecimentos comerciais apresentem a marca PIX nos anúncios  de instrumentos de pagamentos aceitos. Por fim, é interessante capacitar os operadores  de caixa”, adverte Breno.

QUANDO E COMO COMEÇA?

O PIX será lançado no dia 16 de novembro para toda a população, mas os supermercados  interessados já podem procurar as instituições participantes do modelo e iniciar o processo de incorporação. Entre os dias 3 a 15 de novembro, haverá um período de operação restrita em que as instituições financeiras e de pagamentos poderão disponibilizar o PIX a clientes selecionados.

 

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