04 ago 2022

Com mais de 90 lojas novas, varejo alimentar movimenta mais de R$ 5,3 bi

O varejo alimentício brasileiro tem se destacado cada vez mais no cenário econômico e, um dos exemplos, é que o setor nunca trocou tanta loja de uma marca para outra como agora. As operações gigantes que estão em andamento para a mudança das lojas refletem através de tapumes e avisos de reabertura aos clientes nas fachadas, lideradas pelo Assaí, Carrefour e GPA.

Nos próximos cinco meses, quase 90 lojas do Assaí, Carrefour e GPA sofrerão as mudanças através dos investimentos que somam de R$ 4,2 bilhões a R$ 5,35 bilhões, ao considerar piso e teto projetado em 2022 e 2023. O valor máximo estimado corresponde a quase duas vezes o total investido no ano passado no país pelo grupo Carrefour, a maior varejista da América Latina.

Entre o período do final de julho até dezembro, serão, pelo menos, 40 conversões de Extra para Assaí, 12 pontos do Extra para as redes do GPA e 37 do Grupo Big, que era o Walmart, para bandeiras do Carrefour, onde a cadeia comprou o Big em março de 2021. Neste último caso, o cálculo se baseia em projeção do Carrefour de que, para este ano, serão abertas 30% das 124 unidades totais do Big a serem reformadas.

Ao analisar todos esses movimentos, também é possível observar que haverá um novo lote de migrações para o ano que vem. Ao se considerar as reformas em 2022 e em 2023, serão, cerca de, 218 pontos sendo trocados pelas três varejistas. O GPA deve finalizar as trocas em 2022. Para este ano, devem ocorrer mais conversões em menor espaço de tempo do que em 2023. Sobram para o ano que vem 117 conversões até dezembro. Já em 2022, as 89 trocas equivalem a uma abertura a cada dois dias após julho.

Esses movimentos no varejo estão acontecendo neste momento apenas por questões de oportunidade e custo. Quando analisamos o custo de uma nova loja, construída do zero, com o de uma loja reformada, é possível observar que o valor pode custar até 50% menos quando se trata de conversões. Além disso, apesar da complexidade do plano pelo alto volume de obras simultâneas, e por obrigar as empresas a dividir o foco das equipes nos projetos, é menos arriscado do que levantar uma loja do zero. Nos locais já há estrutura prévia, como energia, drenagem de água e área de acesso das carretas, por exemplo. Por isso, se torna mais rentável do que construir uma loja nova e as conversões ainda atingem todo o potencial do ponto em prazos mais curtos.

No Carrefour, que começou em junho a colocar o seu plano de integração com o Big em execução, serão investidos R$ 1,9 bilhão nas 124 reformas, média de R$ 15 milhões por ponto. O Carrefour tem obras em 16 lojas do Big, a serem transformadas em Atacadão (13) e Carrefour (3) numa primeira onda. Outras “ondas” virão em seguida.

No fim das contas, pelo cronograma publicado até 2023, 70% das lojas alvo da migração no Carrefour ficam três dias fechadas. E 30% fecham por dois meses – um jeito de não afugentar o cliente com a reforma e perder venda.

Dos 80 hipermercados do Big, 47 se tornarão hipermercados Carrefour até 2023. E outros 28 migram para Atacadão (além de mais 38 Maxxi Atacado, também do Grupo Big).

Nas conversões do GPA, a mudança em andamento envolve a transformação de 24 lojas do Extra em supermercados do Pão de Açúcar, Mercado Extra e Compre Bem. Como se tratam de “hiper” pequenos, de até 3,5 mil metros quadrados, conseguem criar um “super” grande, com estrutura maior de serviços e número maior de itens. As unidades estão sendo convertidas num modelo mais moderno, chamado de sétima geração.

As lojas convertidas em Pão de Açúcar nas últimas semanas tiveram os setores de bebidas alcoólicas, “pet” e utensílios ampliados. A cafeteria (Espaço Café) passou a incorporar pratos rápidos no cardápio. Foram 12 reformas de abril a julho e serão mais 12 no terceiro trimestre.

Fonte: Valor

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