15 jun 2021

Evento online da Nestlé reune colaboradores e varejistas de todo o Brasil para discutir cenário de grandes mudanças no comportamento do shopper 

Inovando para crescer 

Em um evento online organizado pela Nestlé para mais de 1000 colaboradores de 200 varejistas de todo o Brasil, a companhia sinaliza alguns caminhos necessários para ampliar as vendas em um cenário de grandes mudanças no comportamento do shopper 

 

São Paulo – junho de 2021 – O encontro abordou quatro pilares: como acelerar o crescimento, o que fazer para liderar o desenvolvimento de categorias, como crescer com plataformas digitais e alavancar as vendas com inovações. O CEO da Nestlé, Marcelo Melchior, abriu o evento lembrando que “parece dicotomia falar de inovação, quando a empresa completa 100 anos no Brasil. Mas o fato é que a inovação sempre esteve no nosso DNA. Nesse ano, serão lançados 250 novos produtos, sendo que 100 deles já o primeiro semestre. É muito importante continuar nos adaptando, porque isso é o que garante o nosso sucesso. E precisamos fazer isso inovando com nossos parceiros varejistas”. 

 

Sobre as mudanças do comportamento dos shoppers,  o vice-presidente de vendas da Nestlé, Josué de La Maza  reforçou que “eles agora compram online e offline e quem já abraçou esse novo modelo quer ter uma experiência harmônica. O consumidor está aberto para o omnichannel e a indústria e o varejo precisam ajudar o shopper a ter o que deseja.”  

 

Por isso, a Nestlé criou uma área dentro do trade marketing para ajudar o varejista a fazer as melhores vendas em lojas online, com um atendimento personalizado e focado nas realidades regionais. A companhia também tem o JBP (Joint Business Plan), que permite amarrar todas as frentes de atendimento ao cliente. Desta forma, é possível liderar o desenvolvimento de categorias em que o varejista atua, promovendo também seu crescimento em soluções digitais, com ferramentas que o ajudam, por exemplo, com a redução de rupturas e o tempo de entrega. 

 

A importância de evoluir com o consumidor 

Os varejistas e a indústria precisam entender o movimento do shopper. Esta é a mensagem-chave de Silvio Meira, presidente do Conselho de Administração do Porto Digital e professor da CESAR School e da Universidade Federal de Pernambuco.  Ele também aponta que, atualmente, se algo não existe online, significa que praticamente ele não existe. Nesse sentido, os negócios precisam ganhar uma dimensão chamada por ele de fígital. Aplicando esse conceito ao varejo, isso quer dizer que é preciso unir as vendas físicas às virtuais para satisfazer os consumidores que desejam comprar da forma que for mais interessante e conveniente para eles. 

 

Silvio mostrou várias pesquisas que embasam suas reflexões. Um dos estudos é o da Global Consumer Insights Pulse Service, de março de 2021, que mostra que, no Brasil, entre as pessoas que compraram alguma coisa nos últimos 12 meses, com frequência semanal ou diária, 25% foram em lojas físicas, 31% no PC; 30% no tablet e 34% no smartphone. Dados como esses apontam, segundo Silvio Meira, para uma transformação do modelo de negócio. “Para competir, passou a ser essencial formar uma rede de inovação. Ou seja, é preciso colaborar através de plataformas abertas, interagir e buscar valor para o ecossistema – e não para o negócio de forma individual”, aconselha o especialista. 

 

Aposta na premiurização do café 

Sobre o crescimento de vendas e formas de garantir a liderança em algumas categorias, Claudio Vicentini, diretor de trade marketing da Nestlé, sinalizou algumas tendências que vieram com o cenário atual e que vão continuar.  A primeira é que se antes, as pessoas tomavam café nas padarias e lojas, agora fazem isso em casa. Aumentou o número de vendas de máquinas de café e pesquisas internas mostram que quem experimentou um bom produto não abre mais mão disso.  

“Isso sinaliza que a  “premiurização do café veio para ficar. As pessoas também redescobriram o hábito maravilhoso que é cozinhar em casa. Houve um aumento do número de 64% de pessoas que cozinharam novas receitas. Com isso, o brasileiro procurou ajuda da indústria para buscar receitas novas e criativas. E o varejista que também souber usar a loja física ou digital pra ajudar o shopper a encontrar essas soluções, vai crescer acima do mercado,” aposta Claudio. 

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