31 mar 2021

Pesquisa revela intenção de compra do consumidor para o período de superferiado

Realizamos uma pesquisa de intenção de compras com consumidores para o superferiado decretado nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói, entre os dias 26 de março e 04 de abril. 

Para a análise, foram visitadas as principais redes de supermercados do Estado, desde que o anúncio e novas medidas restritivas foram feitas, em diferentes bairros. O levantamento ouviu consumidores entre os 18 e 70 anos, de diferentes classes e profissões, para saber o que eles pretendem comprar durante esse período. 

Entre as perguntas, foram questionados se o volume de alimentos aumentará para estocagem, se recebiam auxílio emergencial e caso voltem a receber qual percentual do valor vão destinar para supermercados, se a renda durante a pandemia aumentou ou diminuiu, se irão fazer compras presencialmente ou pedir delivery e os itens mais procurados para esse período. 

 

INTENÇÕES DE COMPRAS

Na pesquisa, 71% dos consumidores responderam que pretendem comprar alimentos congelados para esse período devido à praticidade e comodidade. Já 56% disseram que vão optar pela compra de massas e pães, reforçando que o queridinho dos cariocas e fluminenses ainda é o pão francês. Quase 57% das pessoas mencionaram que inseriram na lista de compras carnes e itens para churrasco, mostrando que vão aproveitar os dias em casa para ficar com a família. Os produtos de limpeza também foram mencionados por 47% dos entrevistados, seguidos pelos petiscos, como amendoins, salgadinhos e biscoitos (46%). Há também aqueles (32%) que lembraram dos doces e guloseimas e das bebidas alcoólicas (23%).

 

De acordo com Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, a pesquisa mostra claramente uma forte característica que o consumidor está buscando atualmente: COMODIDADE. 

“Essa é a palavra do momento. Todos estão procurando por comodidade e praticidade, e os supermercados precisam estar alinhados com os consumidores para satisfazê-los. Além do que, o momento que vivemos pede exatamente isso, conforto e segurança, em meio às incertezas diárias”. 

 

DELIVERY X PRESENCIAL

O levantamento que realizamos apontou ainda que 93% das pessoas prefere fazer compras presencialmente nas redes de supermercados, ao invés de pedir pelo delivery. 

Esse é um resultado curioso, segundo Fábio Queiróz, pois desde o início da pandemia, há mais de um ano, o serviço de entrega em casa deu um boom.

“Apesar disso, reforçamos que idosos e demais pessoas consideradas do grupo de risco devem ficar em casa e optar pelo delivery. Atualmente, o nosso sistema de entregas está muito mais estruturado e pronto para atender a população. Caso o cliente prefira ir à loja, não se esqueça dos protocolos de segurança”, relembra o presidente. 

 

 

COZINHAR X RESTAURANTES

Há quem tenha a arte de cozinhar como um hobby em família e não é muito adepto de pedir comidas em restaurantes. Com a pesquisa, essa parcela de consumidores sobressaiu com quase 72% preferindo preparar as próprias refeições. Somente 22% disseram que, dependendo do dia e situação, podem variar, pedindo delivery. A minoria dos questionados reforçou que a primeira opção sempre é o delivery por conta da comodidade e conforto. 

 

 

ESTOCAGEM DE ALIMENTOS

Seguindo as nossas orientações, mais de 83% dos entrevistados afirmaram que não pretendem comprar uma maior quantidade de alimentos nesse período. Isso mostra a consciência dos consumidores e a confiabilidade na Associação frente ao momento delicado que estamos vivendo. 

Queremos tranquilizar a população e informar que há algumas semanas estamos monitorando toda a cadeia de consumo e estamos trabalhando com altos estoques nas lojas a fim de garantir o abastecimento pleno da população, como está sendo feito em todo o período da pandemia. E também agradecemos a compreensão de todos neste momento, em não superestocar produtos e comprar apenas o necessário.

 

 

AUXÍLIO EMERGENCIAL E RENDA

Também procuramos saber se essas pessoas recebiam auxílio emergencial, quando este era distribuído pelo governo, e quase 75% informaram que não recebiam a ajuda. 

Porém, entre as pessoas que tinham acesso ao benefício, caso voltem a receber, 16% destinará mais da metade do valor (75%) para compras em supermercados. 

 

Quando questionados se sua renda aumentou, diminuiu ou permaneceu a mesma durante a pandemia, mais da metade, 51%, afirmou que manteve o mesmo valor que ganhava. Já 38% disse que teve uma redução na renda. 

 

O presidente da ASSERJ faz um apelo neste período. “Contamos com todos nessa difícil missão de abastecer nosso povo, mas estamos preparados e com muita competência. 

Pedimos que respeitem o distanciamento dentro das lojas, apenas um membro da família deve ir às compras, e que idosos evitem ir às lojas, pedindo ajuda de amigos e familiares ou usando o delivery”.

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