19 nov 2020

Conversamos com Keila Prates, superintendente da ASSERJ, sobre empreendedorismo feminino

Hoje, 19 de novembro, é comemorado o dia do empreendedorismo feminino e, nessa data tão expressiva, conversamos sobre o tema com Keila Prates, superintendente da ASSERJ.  

Para Keila, o crescimento no número de mulheres em cargos de liderança, que segundo o Ministério da Economia chega a 13,1%, acontece porque “nós conseguimos trabalhar melhor os dois lados de uma boa entrega, o lado humano versus o lado racional, temos a capacidade de equilibrar essas duas características e canalizá-las em boas entregas e gestão de equipe”. Ressaltando ainda que a percepção aguçada é uma aliada no desenvolvimento de uma das habilidades mais procuradas do mercado: a gestão de pessoas. Keila relata que “nós conseguimos avaliar melhor, nem sempre as pessoas vão entregar o que é necessário, e acho que a mulher  tem essa percepção aguçada, que pode levar a melhores negociações e até mesmo abertura para motivação pessoal de seus colaboradores”.

De acordo com dados do Contabilizei, empresa especialista em Contabilidade, no ano de 2019, 25% das aberturas de empresas foram feitas por mulheres, evidenciando um aumento de 7% nos últimos 3 anos.

Segundo Prates, o número expressivo é fruto do “despertar da mulher para a importância de exercermos nossos dons” e destaca o papel da flexibilidade nos modelos de trabalho: “A chegada de novas tecnologias e a flexibilidade dos horários e locais de trabalho também têm feito a mulher se dedicar mais às suas entregas. Hoje, nós podemos tranquilamente levar nossos filhos à escola, voltar para casa, trabalharmos, depois buscá-los, e conseguir concluir com êxito nossas demandas. Quando eu falo flexibilidade de horário não é encurtamento de carga horária, mas sim a possibilidade de trabalhar em horários que antes não podíamos, nos dedicando mais às atividades”.

No Brasil, segundo dados de uma pesquisa conduzida pelo Sebrae em 2018, há cerca de 24 milhões de mulheres empreendedoras, dessas 15% estão no setor varejista. O mercado se mostra otimista com o crescente aumento e Keila deixa uma última mensagem para as mulheres que desejam abrir seu próprio negócio: “Vá com medo mesmo! Nós sempre vamos ter medo, o medo é bom, ele nos ajuda a olhar para o risco de uma forma mais cautelosa e com isso investir em situações em que as oportunidades de retorno são melhores e que tenham mais a ver conosco”. E ainda ressalta a importância de confiarmos na intuição feminina, vejamos: “Nós mulheres temos algo chamado intuição feminina, se prestarmos atenção, nosso coração sempre aponta para aquilo que vai dar certo, para aquilo que a gente ama fazer. E é essa a junção da paixão com a necessidade de trabalhar, a dobradinha perfeita para que nós tenhamos sucesso em tudo a que nos dedicamos!”.

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