Juedir Viana, vice-presidente da ACRJ, participa do SRE Cast

Juedir Viana, da ACRJ, explica como manter uma gestão humana na era do algoritmo

Em participação na SRE Cast, o vice-presidente da ACRJ detalha o impacto da inteligência artificial, o protocolo UCP e os pilares para a longevidade das empresas

21/08/2026

Indústria em cena
Juedir Viana, vice-presidente da ACRJ, participa do SRE Cast

Juedir Viana, vice-presidente da ACRJ, participa do SRE Cast

Como garantir uma gestão saudável e humana em meio ao boom da IA no varejo? É sobre isso que Juedir Viana, vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), falou durante sua participação no SRE Cast, o podcast oficial gravado durante a 36ª edição da SRE - Super Rio Expofood.

Para iniciar o papo, o executivo contou para os apresentadores João Jota e Jean Giehl que o principal objetivo da ACRJ é transformar o Rio de Janeiro em um polo empreendedor. "Nós estamos fazendo um trabalho para resgatar esse empreendedorismo do Rio de Janeiro. Precisamos trazer pessoas do RJ que sejam empreendedoras, inovar nossos negócios, trazer tecnologias e digitalizar as nossas empresas", destacou.

Segundo ele, é fundamental agradecer o passado, mas também manter os olhos abertos para o futuro - e eventos como a SRE são excelentes nessa função.

"É importante esse papel de trazer pessoas para conversar e falar sobre inovação, tecnologia e modelos de negócio. É uma feira que representa um segmento importante do varejo e que precisa efetivamente mudar. Não dá para a gente continuar fazendo hoje o que vínhamos fazendo até ontem", pontuou. O episódio completo está disponível no canal da ASSERJ no Youtube.

Os pilares da gestão sustentável

Os apresentadores questionaram Juedir Viana sobre o que faz um varejista crescer nos dias atuais. Para o especialista, não há uma única resposta certa, mas um conjunto de fatores. Alguns deles incluem o foco no cliente, o conhecimento profundo no consumidor e a gestão de pessoas.

"Em uma época de tecnologia, as pessoas continuam sendo mais importantes para o varejo. Quanto mais se avança na tecnologia, mais elas são importantes", afirmou. Juedir destacou que essas "pessoas" incluem não só os consumidores, mas também os próprios colaboradores.

O vice-presidente da ACRJ apontou o que é necessário para se manter vivo no mercado: "Uma empresa que está sobrevivendo até hoje, e vai sobreviver pelos próximos 30 anos, precisa ter esses quatro pilares: clientes satisfeitos, funcionário satisfeitos, convivência harmoniosa com a sociedade onde atua e acionistas, que é o último item do balanço".

Juedir apontou que a essência do negócio é sempre buscar aumentar a receita e diminuir custos, mas isso só pode ser feito de uma maneira: mudando os processos. "Se eu continuar fazendo as coisas da mesma forma que fiz até ontem, não vou obter resultados diferentes", aconselhou.

Tecnologia e Ia para humanizar

Juedir esclareceu no SRE Cast que é fundamental delimitar as funções da tecnologia e das pessoas dentro do varejo. "O que se busca com a tecnologia é humanizar as lojas. Onde entra a tecnologia, principalmente a IA? É usá-la para fazer tudo aquilo que for repetitivo, e usar as pessoas para construir relacionamento", afirmou.

Os apresentadores questionaram como é possível explicar para um empresário que a tecnologia não está aqui para substituir a força humana. Em resposta, o vice-presidente da ACRJ afirmou que, muitas vezes, o executivo nem sabe qual é o verdadeiro problema na sua empresa - e esse é o começo do problema. Para ajudar, Juedir indicou um passo a passo essencial para qualquer negócio.

"Primeiro, o que você precisa fazer é identificar quem é o cliente, e quais são suas necessidades e expectativas. Depois de entender, criar uma estratégia para atendê-lo. Quando tiver uma estratégia construída, é hora de procurar qual é a melhor empresa de tecnologia para desenvolver a estratégia e atender o cliente", explicou.

Assim, tendo mais cuidado com a gestão interna e entendendo o próprio negócio fica mais fácil definir tecnologias que realmente apareçam para somar, e não substituir.

O novo comportamento de compra do consumidor

Para exemplificar como está o "novo varejo" a partir da revolução dos agentes da IA, Juedir trouxe um exemplo prático. Durante a NRF, a maior associação de varejo do mundo, foi apresentado o protocolo UCP (Universal Commerce Protocol). "Hoje, o varejista tem um desafio enorme para identificar e atender o cliente. A partir desse protocolo, quem vai escolher não é mais o comprador, mas o algoritmo", disse.

O especialista deu o exemplo de uma pessoa que precisa comprar uma roupa para um casamento. Em uma única plataforma, ela poderá registrar fatores como local, previsão do tempo e média de preço, resultando em uma indicação certeira. Dessa forma, o comprador não tem que entrar em vários sites para comparar: basta uma única plataforma que fará a escolha por ele.

Mas o que isso muda para o varejista? "Os dados passam a ser cada vez mais importantes. O cadastro não vai ser mais só a descrição do produto. Eu tenho que botar aquele produto para determinada ocasião de uso. Porque, quando as pessoas forem comprar, eu vou falar com um algoritmo que escolherá quem será seu fornecedor", explicou o vice-presidente da ACRJ.

"A única coisa certa que a gente tem hoje é a mudança. E o empresário precisa estar o tempo todo pensando no seu negócio, mas deixar de olhar só para dentro. Ele precisa olhar para fora para saber o que está acontecendo e adaptar a sua operação a esse novo modelo que está mudando a cada dia", concluiu Juedir.

Fique por dentro de todas as novidades do setor. Fale com o Comercial e participe da próxima SRE - Super Rio Expofood, o melhor evento B2B das Américas para o food service e o varejo supermercadista.