Cesta básica de junho tem aumento de preço em produtos como tomate e feijão

Cesta básica de junho: veja os números e entenda o cenário no Rio de Janeiro

Capital fluminense registra alta de 0,71%, motivada pelo aumento nos preços de produtos como farinha de trigo, tomate e feijão preto

08/07/2026

Economia
Cesta básica de junho tem aumento de preço em produtos como tomate e feijão

Cesta básica de junho tem aumento de preço em produtos como tomate e feijão

No mês de junho de 2026, o custo da cesta básica continuou a subir no Rio de Janeiro, consolidando a tendência de alta observada em maio. De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento mensal nos alimentos foi registrado em 17 cidades, enquanto as outras 10 apresentaram diminuição.

No acumulado do ano, ou seja, nos primeiros seis meses de 2026, todas as cidades registraram alta nos preços da cesta básica. Entre maio e junho, os maiores impactos ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Mais uma vez, o Rio de Janeiro manteve a posição de terceira capital com a cesta básica mais cara do país, atingindo o valor de R$ 920,94. O número corresponde a um aumento de 0,71% em relação a maio. O território fluminense ficou atrás apenas de São Paulo (R$ 965,47) e Cuiabá (R$ 937,93), posições que também se mantiveram inalteradas em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, o preço da cesta básica na capital registrou alta de 9,21%. Já a variação acumulada de 2026 chegou a 16,27%.

Entre maio e junho, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica apresentaram aumento nos preços médios: farinha de trigo (5,13%), tomate (4,60%), feijão preto (3,78%), manteiga (1,57%), arroz agulhinha (1,28%), carne bovina de primeira (1,06%), pão francês (0,67%), banana (0,37%) e leite integral (0,27%).

Por outro lado, os outros quatro alimentos registraram uma queda de preço: açúcar refinado (-7,16%), batata (-5,07%), café em pó (-4,78%) e óleo de soja (-1,05%).

O presidente da ASSERJ e da ALAS, Fábio Queiróz, destaca que o cenário atual exige do supermercadista um posicionamento estratégico para acompanhar de perto o perfil do consumidor. "Com a alta de itens de peso, como o feijão e o arroz, o cliente inevitavelmente vai migrar para marcas mais baratas, fazer substituições ou reduzir o volume da compra. Para o varejo supermercadista não perder vendas, o caminho é negociar com fornecedores e dar destaque aos produtos que tiveram queda nos preços, como açúcar, batata e café. Essa estratégia de compensação de margens é o que vai segurar o fluxo e o ticket médio dentro da loja", analisa.

Embora a trajetória de aumento dos preços dos alimentos já fosse esperada quando comparada ao ano anterior, alguns fatores específicos intensificaram a valorização ocorrida em junho. Os principais pontos de destaque são a redução da área cultivada de grãos e as adversidades climáticas, que prejudicaram tanto a primeira quanto a segunda safra de 2026.

Esse desequilíbrio eleva os custos logísticos e de insumos em toda a cadeia de abastecimento, gerando um efeito cascata que afeta o varejo supermercadista e o poder de compra do consumidor final.

Acompanhar de perto e adotar as medidas adequadas para amenizar o impacto são ações fundamentais para manter a saudabilidade do negócio