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Cesta básica no Rio: dezembro aponta alta nos preços. ASSERJ analisa

06/01/2026

Economia
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O ano de 2025 encerrou o ano com alta no valor da cesta básica no Rio de Janeiro. Apesar da curva descendente apontada durante boa parte do segundo semestre, dezembro fechou em subida. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no último mês do ano, a inflação nos preços foi de 1,03% na cidade, na comparação com novembro.

A alta de dezembro representa uma interrupção de um período de alívio para o orçamento das famílias cariocas. No 12º mês do ano, seis dos 13 produtos que compõem a cesta tiveram subida nos preços médios. Registraram alta: batata (24,10%); banana (3,42%); feijão preto (1,17%); carne bovina de primeira (1,15%); manteiga (0,80%); e pão francês (0,40%). Por outro lado caíram: tomate (-5,13%); leite integral (-3,40%); açúcar refinado (-2,02%); óleo de soja (-1,62%); arroz agulhinha (-1,62%); café em pó (-0,59%); e farinha de trigo (-0,20%).

O presidente da ASSERJ e da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), Fábio Queiróz, destaca:
“Apesar de o segundo semestre ter mostrado sinais de alívio para o orçamento das famílias, a alta registrada em dezembro acende um alerta importante. O fim de ano concentra maior demanda e pressiona alguns itens essenciais, o que reforça a necessidade de planejamento e atenção contínua por parte do varejo supermercadista.”

Encerramento do ano com alta: atenção ao cenário para o varejo supermercadista

Em nível nacional, 17 das 27 capitais brasileiras registraram alta na cesta básica em dezembro. O resultado de alta geral no último mês de 2025 foi muito impacto pelo aumento da demanda no fim de ano, o que não significa um movimento obrigatoriamente sequencial. Uma eventual volta da curva de baixas, porém, também não quer dizer que a atenção do varejo supermercadista não precise estar direcionada para os diversos fatores que podem influenciar os preços para a sequência de 2026.

“O cenário para 2026 exige leitura cuidadosa de custos, comportamento do consumidor e dinâmica de oferta. Mesmo em períodos de possível desaceleração, o varejo supermercadista precisa manter estratégias bem alinhadas para equilibrar competitividade, abastecimento e rentabilidade.”