24 jul 2019

Perdas respondem por 2,05% do faturamento dos supermercados

O percentual representa R$ 7,3 bilhões de prejuízo para o setor

 O varejo brasileiro voltou a registrar aumento no índice de perdas. O setor de supermercados liderou as perdas em 2018, com 2,05% do faturamento, de acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), que contou com a colaboração da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ). O percentual representa R$ 7,3 bilhões de prejuízo para o setor. A média do varejo foi 1,38%. Na pesquisa anterior, referente a 2017, o percentual do setor supermercadista foi 1,94%.

A causa mais comum são as quebras operacionais, com 45% de representatividade. Logo depois aparecem erros no inventário com 16% e, depois, furtos externos com 11%. Erros administrativos e furtos internos representam 7% cada. Dentro das quebras operacionais, a deterioração e perecibilidade representam 29% e validade vencida, 25%. Produto danificado por funcionários chegam a 7%, assim como armazenamento inadequado.

Este número representa um aumento no percentual de perdas, após duas quedas consecutivas em 2017 e 2016. Desde que começou a ser mapeado, em 2015, o setor supermercadista registrou 2,26% no mesmo ano, 1,97% em 2016 e 1,94% em 2017.

Para Keila Prates, Superintendente e Presidente do Conselho de Prevenção de Perdas da ASSERJ, o crescimento das perdas em supermercados aconteceu por conta de um aumento de estoque. “Os supermercadistas investiram em estoque esperando uma recuperação da economia, que não aconteceu. Com isso, registramos uma perda considerável com validade vencida de produtos”, destacou. 

A boa notícia da pesquisa foi o levantamento de que as empresas estão investindo em tecnologias ou na contratação de terceiros para reduzir a perda. Áreas de operações, comercial e marketing estão colaborando nestas mudanças, mas a equipe de prevenção de perdas ainda deve ser a grande responsável pela adoção de tecnologias disruptivas e de medidas inovadoras para reduzir o problema.

Assista reportagem exibida na Globo News com participação de Keila Prates, e leia na próxima edição da revista Super Negócios a repercussão e pesquisa na íntegra.

 

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