24 maio 2019

Entrevista com Vicente Camiloti, Sócio-diretor Comercial da Forno de Minas

A Forno de Minas participou pela primeira vez da Super Rio Expofood e apresentou novidades para os segmentos de varejo e food service. “A nossa equipe comercial do Rio de Janeiro ficou muito feliz em receber todos os clientes na 31ª Super Rio Expofood.  Estabelecemos aproximação com o setor e fizemos uma abordagem direta com as padarias. Nossos clientes vieram nos procurar naturalmente. A feira performou muito bem, toda a organização está de parabéns, foi além da minha expectativa”, afirma Vicente Camiloti, sócio-diretor comercial da Forno de Minas.

“Nossos clientes mostraram a necessidade de participarmos da Super Rio Expofood, e chegamos aqui com a intenção de trazê-los para cá. E de fato houve essa possibilidade, não só para o gerente de compras, mas para o diretor, superintendente, até quem está na operação veio conhecer. Concentramos o principal do nosso portfólio no evento. Eles puderam degustar, fazer negócios e parcerias”, diz.

A produção total da Forno de Minas em 2018 foi superior a 25 mil toneladas. Dessas, mais de 18 mil foram de pães de queijo. A companhia está investindo quase R$ 50 milhões em uma nova planta, uma câmara fria e na ampliação do armazém de insumos. “Consideramos o mercado do Rio com muito respeito, temos 62,5% de share. É um mercado muito receptivo às novidades. Então escolhemos lançar os cookies congelados aqui na Super Rio Expofood, por acreditar no mercado e na qualidade do shopper carioca em buscar produtos de qualidade e conveniência”, acrescenta.

O executivo reforça que toda a produção é feita para atender ao mercado e que durante o trade show puderam ter feedbacks e apresentar a performance dos produtos no ano anterior. “É muito bacana a abertura que o empresário do Rio nos dá. A gente ouve muito o supermercadista”, ressalta Vicente.

O sócio-diretor comercial destaca que o pão de queijo da Forno de Minas reproduz com fidelidade os pães de queijo feitos nas fazendas mineiras. “Nosso polvilho é artesanal, extraído da mandioca, nossos queijos são de produção própria, muito parecidos com o queijo de roça. Temos um departamento de pesquisa bastante robusto que inclui chefs, técnicos e nutricionistas. Mas sempre partimos de um produto caseiro, que a gente quer fazer para a família, para nossos filhos. A nossa premissa é qualidade acima de tudo. O waffle, por exemplo, nós trouxemos de fora, tivemos todo o cuidado de trazer o melhor para cá, enriquecido com as mesmas vitaminas e sais minerais que os americanos usam.” 

As novidades da edição foram os cookies congelados (únicos no segmento), nos sabores chocolate com gotas de chocolate e baunilha com gotas de chocolate, e o palito 3 queijos – com os queijos parmesão, minas e provolone.

Forno de Minas em números:

Fundação: 1990

29 anos de história

250 SKU’s, entre varejo e food service

Exporta para 17 países

1.000 funcionários

3 fábricas em Minas Gerais (Contagem / Laticínios, em Conceição do Pará / Sérya, em Araxá, batatas)

14 filiais no Brasil e 1 subsidiária nos Estados Unidos

Produção mensal de 2.200 toneladas

FORNO DE MINAS: UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

Em julho de 1990, D. Dalva e seus filhos Hélida e Helder Mendonça, impulsionados pelo espírito empreendedor, abrem uma pequena loja de 40m² em um shopping na região Sul de Belo Horizonte, a Forno de Minas Alimentos S.A. A loja tinha apenas três funcionários e contava com uma masseira, um freezer, uma máquina de embalar e uma Fiorino, utilizada para comprar matérias-primas e entregar os produtos aos clientes. O investimento inicial foi algo em torno de R$ 100 mil.

Em apenas um ano, o pão de queijo Forno de Minas passa a ser produzido em larga escala e a empresa se transfere para Contagem. Em 1992, Vicente Camiloti se junta à sociedade. A produção diária que, no início, era de aproximadamente 90 kg de pães de queijo salta para 1.200 kg. Quatro anos depois, em 1995, a empresa constrói sua sede própria, com 24 mil m², também em Contagem. Neste momento, vendiam o pão de queijo para grandes redes de supermercados. A Forno de Minas já fazia parte do dia a dia de muitos brasileiros e, para manter a excelência de seus produtos, foi adquirido um moderno laticínio em Conceição do Pará, a 120 km de Belo Horizonte. O objetivo era fabricar queijos na especificação ideal para as receitas, garantindo a padronização e a qualidade de todos os produtos.

Venda e recompra da Forno de Minas

Em 1999, a Forno de Minas foi vendida para a multinacional Pillsbury, unidade de alimentos da holding Diageo. Dez anos depois, a General Mills, que havia comprado a Pillsbury, fecha as portas da empresa e demite todos os funcionários.

Movidos pela paixão, as famílias Couto Mendonça e Vicente Camiloti readquirem a marca em 2009, reativam a fábrica da Forno de Minas e convidam todos os ex-funcionários para retornar ao trabalho.

De Minas para o mundo

Atualmente, a empresa exporta acima de 1.200 toneladas de pão de queijo para mais de 15 países, como Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, Chile, Peru, Uruguai, Emirados Árabes, Japão, Guatemala, El Salvador, Panamá, Costa Rica, Colômbia e China. O setor internacional é um dos que mais crescem na indústria, com metas de incremento de mais de 100% na receita da empresa até 2020. O objetivo é transformar o pão de queijo em um produto global.

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