16 jan 2019

Os planos do Walmart para tornar-se uma retailtech

Na disputa pelo varejo global, a tecnologia é o segredo. As demonstrações de poder recentes da Amazon vêm pressionando ainda mais o Walmart, um de seus principais concorrentes. Para fazer frente à experiência entregue por meio de tecnologia, o Walmart está em busca de tornar-se uma retailtech, conceito da junção de varejo e empresas de tecnologia em inglês.

De acordo com Jeremy King, vice-presidente de tecnologia do Walmart, em entrevista à Bloomberg, o objetivo da rede é contratar dois mil especialistas em tecnologia no ano de 2019. Entre as vagas a serem preenchidas estão cientistas de dados, engenheiros de software e designers que trabalharão em nove escritórios da rede sendo os principais Vale do Silício, nos Estados Unidos, e Bangalore, na Índia.

Segundo a Bloomberg, com esse movimento, o Walmart concentrará esforços para expandir seus negócios on-line e incorporar tecnologia na loja com robôs que esfregam pisos e escaneiam prateleiras. “É parte de uma tentativa de conquistar participação de mercado de rivais como a Amazon”, diz o relatório da Bloomberg.

King, que foi contratado ao Walmart em 2011, egresso da eBay, supervisiona a rede de computação em nuvem do Walmart e seus bancos de dados. “As novas ferramentas digitais do Walmart incluem algoritmos que ajudam os funcionários da loja a escolher pedidos on-line mais rapidamente mapeando a rota ideal pelos corredores”. Além disso, a rede mantém um serviço de coleta seletiva de mercadorias em 2.100 lojas com planos de expandir para mil novas neste ano.

Em janeiro do ano passado, a Amazon inaugurou em Seattle, nos Estados Unidos, a Amazon Go, loja inteiramente autônoma. Na mesma época, o Carrefour divulgou um memorando batizado de Carrefour 2022 ressaltando como enxergava o futuro do varejo e a importância da tecnologia. No Brasil, desde dezembro, a rede francesa testa o sistema Scan&Go, que facilita o pagamento das compras.

Via Meio & Mensagem

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