12 jul 2018

Sustentabilidade nos supermercados

[Sustentabilidade: “conceito que, relacionando aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais, busca suprir as necessidades do presente sem afetar as gerações futuras”.] 

Este é o verdadeiro sentido de práticas sustentáveis, ações que visam a preservação do meio ambiente para as futuras gerações.

O Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) revelou, em estudo, que quase metade das empresas brasileiras já adotam políticas específicas para o setor de sustentabilidade. Um desses setores é o varejo supermercadista, que de alguns anos para cá passou a pensar mais no impacto de suas ações no planeta. Recursos naturais renováveis e não renováveis entraram na pauta dos supermercadistas, como a água.

De acordo com o dado da Agência Nacional de Águas, cerca de 12% das reservas de água doce do mundo estão no Brasil. Esse número pode trazer tranquilidade para muitos, porém nem todo mundo sabe que diversas cidades do país têm enfrentado com frequência a falta de água potável.

“A hora de investir em ações que preservem esse bem natural e não renovável já passou”, é o que evidencia o CEO da ECP Environmental Solutions, empresa de soluções ambientais, Carlos Favoreto. Durante a 30ª Super Rio Expofood, Favoreto apresentou alternativas para o reaproveitamento da água nos supermercados, resultando em economia. “O tratamento de águas cinzas – qualquer água residual – e o reaproveitamento de águas pluviais traduzem em quase 60% de economia na tarifa final”, explica.

Como adaptar sua loja e economizar na conta

Carlos Favoreto ressalta que todo supermercado tem uma área muito grande de telhado que pode ser utilizada para captação da água da chuva. Essa água cairia dentro de uma cisterna e seria reaproveitada para a descargas, jardins e lavagem de piso de estacionamento. “Somente nessa ação o supermercadista estaria aproveitando uma água que iria ser jogada fora. Isso resulta já em um valor relevante de dinheiro”, destaca Favoreto.

Outra alternativa é direcionar toda a água proveniente de lavatórios de mãos, pias, máquinas de lavar louça e roupa e de chuveiro para uma estação de tratamento de águas cinzas para ser tratada e reaproveitada para um novo uso.

Sobre os custos de produção de um sistema para reaproveitamento de água, o CEO ousa dizer que em apenas três meses, com essa economia, é possível pagar o valor da construção do esquema.

NÚMEROS QUE CHOCAM:

19 milhões –  é o número de brasileiros que ainda não têm acesso à água tratada. Quase 10% da população.

1.6 bilhão – número de pessoas que vivem em regiões que sofrem com a escassez absoluta de água pelo menos uma vez por ano.

6 km – distância que famílias percorrem em média nas localidades rurais para buscar água nas regiões mais sedentas do mundo. E voltam carregando mais de 20 litros.

783 milhões – número de pessoas que ainda não têm acesso à água potável no mundo. Isso é 11% da população mundial.

80% – percentual de doenças que são causadas por água não potável e saneamento precário.

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ECONOMIZANDO ATÉ NA ENERGIA

Redução dos preços de energia pelo Mercado Livre atrai empresários do setor supermercadista

Como aplicar a energia elétrica nos supermercados de forma mais consciente? Segundo o Diretor de Gestão de Clientes da Celer Energia, empresa de comercialização e gestão de energia elétrica, Ewerton Dantas, a alternativa está no Mercado Livre de Energia. Ele revelou em sua palestra na 30ª Super Rio Expofood que esse novo tipo de comercialização já corresponde a 30% do total de energia consumida no Brasil.

MERCADO LIVRE DE ENERGIA

O QUE É?

O mercado existe desde 1995, e nele os contratos de compra e venda são negociados livremente entre consumidores e geradores. É possível, portanto, escolher de quem se vai comprar a energia. Ao contrário do mercado regular, onde o consumidor final, seja uma residência ou uma empresa, não participa da negociação nem pode escolher o gerador.

O diretor da Celer Energia revela que a cada ano a procura por esse mercado aumenta, principalmente em empresas do setor de comércio e serviços, como os supermercados. “Mais e mais clientes estão procurando reduzir os custos de energia através do mercado livre. Já temos mais de 70 unidades de supermercados cadastrados nesse modelo”, indica Dantas.

CONHEÇA AS VANTAGENS

– O supermercadista não depende de uma concessionária específica, e não fica refém das tarifas do governo.

– Ganho em média de 20% de energia na conta final.

– A empresa tem direito a um gestor profissional de energia capaz de cuidar do consumo e orientar no que for preciso.

– O cliente tem um maior entendimento do consumo de energia e, consequentemente, maior previsibilidade do gasto.

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