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27 jun 2017

Carrinho de compras virtual é aposta de supermercados, no Rio

As vendas de alimentos e itens de supermercado pela internet começaram tímidas no Brasil, mas dobram de tamanho, movimentando R$ 450 milhões em apenas um ano, segundo consultoria e-bit. Para tentar popularizar o chamado varejo alimentar no país, as redes estão oferecendo descontos, além de reduzir o tempo de entrega dos produtos. A estratégia é vencer resistências de consumidores preocupados com a qualidade dos itens, especialmente perecíveis e de hortifrúti.

— O desafio é entregar de forma rápida na casa do cliente aquele tomate vermelhinho que aparece na tela do computador, ou a dúzia de ovos sem que nenhum tenha rachadinhos — afirma Rafael Guerra, responsável pelo e-commerce do SuperPrix.

Para a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o empresário brasileiro já percebeu que esse é um grande filão de mercado. Entre as vantagens estão a rapidez, praticidade e redução de gastos com transporte. Mas se não houver planejamento, o cliente pode gastar mais.

— Não tenho carro e, por isso, quando fazia compras na loja física havia a limitação do que eu era capaz de carregar. Com o carrinho virtual consigo comprar muito mais itens. Gasto, em média, R$ 560 a cada compra — revela a produtora de vídeo Beatriz Moreira, de 32 anos.

De acordo com Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, o ideal é fazer uma lista de compras.

— Quando o cliente vai no supermercado físico, ele passa pelos corredores, pelos produtos, sabe daquelas promoções- relâmpago. No site, é preciso calcular o frete.

Segundo a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), os varejistas estão fazendo investimentos em tecnologia para assegurar a expansão virtual.

— As grandes redes varejista estão fazendo investimento nos estudos de logística que está por trás do ecommerce, além de entender o consumidor virtual. Haverá um crescimento importante nos próximos anos — avalia Fábio Queiroz, presidente da Asserj.

Consumidor tem direito de arrependimento

Do ponto de vista do consumidor, as regras para supermercados online são as mesmas para qualquer compra virtual, incluindo período de sete dias para troca de produtos e o direito de arrependimento. Outro ponto é a aquisição de itens na loja virtual que não estão disponíveis em estoque.

— O consumidor tem direito a reembolso ou se o cliente permitir pode haver a substituição por um item similar, com mesmo preço — explica Flávio Siqueira, advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).

Com uma base de clientes virtuais de 850 mil e 1.500 entregas diárias, o supermercado Zona Sul fez investimento em tecnologia para facilitar as trocas.

—Em hipótese alguma o cliente vai ser cobrado. Se for preciso, fazemos contato direto com ele — ressaltou Pietrangelo Leta, diretor comercial da rede.

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Entrevista: André Dias, executivo da consultoria de internet e-bit

Quais são as características principais das vendas de supermercado online no Brasil?

Esperamos um crescimento de 50% para este setor somente em 2017. É bem acima do desempenho das lojas físicas. A frequência de compras é maior do que a média do restante do ecommerce , que é de um a duas vezes por ano. No caso dos alimentos e bebidas, é uma vez por mês. O volume do produto também é um diferencial. No comércio eletrônico geral, é 1,7 item por compra. Para supermercados, são em média 35 produtos.

Por que este setor ainda é tímido no país?

Há uma dificuldade de logística e entrega. Um alternativa seria investir na compra online e na coleta em um ponto físico do mercado.

Fonte: Extra Online

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