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29 jun 2017

De Olho no Lixo retira 264 toneladas de lixo da Rocinha

Quantidade é referente a período de maio a setembro

O projeto De Olho No Lixo, uma iniciativa da ASSERJ com a Secretaria estadual de Ambiente (SEA) e o Viva Rio que trabalha a gestão de resíduos na Rocinha, acaba de completar sete meses. De maio a 28 de setembro, foram recolhidas 264 toneladas de lixo na comunidade.

– É muito gratificante fazer parte de um projeto que funciona de verdade. É maravilhoso chegar na Rocinha e ver a quantidade de resíduos que está sendo retirada para que os moradores tenham uma melhor qualidade de vida – acredita Fábio Queiróz, presidente executivo da associação.

O projeto que nasceu para reduzir a poluição da praia de São Conrado permanecerá na Rocinha por mais três anos. Foram contratados 30 moradores da comunidade para atuar como agentes socioambientais: eles vão a locais em que a Comlurb não chega. Os profissionais também participam de encontros períodicos sobre a formação de cooperativa para que eles mesmos possam se organizar e trabalhar com os resíduos quando o De Olho no Lixo for implantando em outro endereço.

– Fizemos na Rocinha a rota do lixo para descobrir quais eram os pontos críticos. Atuamos hoje nas regiões conhecidas como Lajão, Valão e Roupa Suja. Fazemos uma coleta itinerante e os agentes fazem até rapel para limparem as áreas. A Comlurb nos ajuda cedendo materiais deles – explica Márcia Rolemberg, coordenadora de projetos socioambientais da Viva Rio.

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Uma pesquisa feita entre os moradores da Rocinha indicou que os principais problemas dos moradores são o lixo orgânico e o plástico. Um trabalho de conscientização para que a população local aprenda a manejar os resíduos começará a ser feito em breve.

– Os moradores precisam aprender a separar o lixo seco do úmido para que o seco possa ter um aproveitamento – diz Márcia.

Valdir, conhecido como Lu, é dos moradores da Rocinha que há cinco meses atua como agente socioambiental do De Olho no Lixo. Ele diz que todos são gratos ao programa:

– Nós já limpamos muitos espaços aqui e informamos aos moradores sobre a importância do descarte correto. É um trabalho duro, mas que recompensa – garante Lu.

Parte dos resíduos do De Olho no Lixo são enviados para o Funk Verde que os transforma em instrumentos musicais e oferece oficinas de músicas gratuitas para moradores a partir de 13 anos. Lá, garrafas pet e tampinhas de alumínio viram pandeiros, garrafas plásticas passam a ser chocalhos, câmaras de ar de bicicletas viram faixas que sustentam os instrumentos.

– Transformamos tudo o que encontramos. Mostramos que os moradores precisam cuidar do ambiente que é tudo que está ao redor deles. A faixa etária é partir dos 13 anos por causa do recrutamento do tráfico, queremos dar mais oportunidades para estes jovens. Tem gente até de 80 anos que nos procura interessado em conhecer o trabalho – conta Regina Café, fundadora do Funk Verde.

Os resíduos têxteis são enviados para o EcoModa que desenvolve promove oficinas de reaproveitamento deste material para para reduzir o impacto ambiental e e gerar renda para quem trabalha com a criação e customização de peças de vestuário e acessórios. Rejane Cid é uma das moradores da Rocinha que não perde uma aula do curso.

– Hoje, ando na rua olhando para o lixo em busca do que posso aproveitar. Passei a ver os resíduos de outra maneira – diz Rejane.

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Comment List

  • Wellington Ribeiro. 7 de outubro de 2016

    A todos uma boa noite!

    Todos nos poderíamos tomar para si a responsabilidade de reduzir o consumo de fluido refrigerante, independentemente da quantidade, tipo, marca ou fabricante.
    Todos sabem da necessidade da redução gradativa o consumo de fluido refrigerante, seja no friode de conforto ou na cadeia do frio alimentar;
    Que todos sejam consciente, e possam refretir, sobre os desastres que ocorre na natureza em todo mundo!
    Que todos tenham um excelente fim de semana!!

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