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11 set 2017

CATEGORIAS DO SEGMENTO PET GANHAM A ATENÇÃO DO VAREJO SUPERMERCADISTA

Com espaço cativo cada vez maior dentro dos lares, os animais de estimação vêm impulsionando o crescimento de categorias do segmento pet e ganhando a atenção do varejo supermercadista. Hoje, já é nítido que não é apenas o canal especializado (pet shop) que concentra as vendas desses itens.

Um fato é claro: o supermercado que sair na frente da concorrência e fizer um trabalho melhor irá conquistar o shopper para essas compras. Quem ainda não considerou, recomenda-se não perder mais tempo, uma vez que as categorias conferem uma margem de lucro que gira em torno de 50%, na média.

No Supermercado Vila Rica Plus, localizado em Diadema, no ABC Paulista, é visível a evolução das categorias compreendidas na seção pet. “No período entre 2014 e 2016, as vendas da seção cresceram 60%, mas se formos aumentar a base de comparação, o avanço é ainda maior, pois, de 2012 para 2016, registramos aumento de 100% nas vendas desse setor”, relata o gerente da loja, Ronilson Martins de Souza.

Esse exemplo de evolução da categoria no Supermercado Vila Rica Plus não é fruto do acaso. Ao longo dos anos, a seção passou a ser um foco de atenção na loja e, após constar no corredor central, em um espaço que não despertava a atenção do público, foi transferida para a frente dos checkouts, uma área de visão privilegiada. O case dessa loja mostra que, para evoluir e atingir o objetivo desejado, é preciso compreender a real demanda de mercado.

E não é apenas em São Paulo que o segmento vem avançando a passos largos. Além do Supermercado Vila Rica Plus, duas redes supermercadistas de outras regiões do país, ouvidas pela reportagem da SuperVarejo, destacam o aumento da seção pet em suas lojas.

O Grupo Muffato, rede com forte atuação no Paraná e também presente no interior paulista, teve evolução de 35% nas vendas desses produtos em 2016, no comparativo com 2015, considerando as operações do varejo (bandeira Super Muffato) e do atacarejo (bandeira Max Atacadista).

Já a rede Super Nosso, bandeira com supermercados localizados no estado de Minas Gerais, tem notado um crescimento exponencial para o setor, com percentuais de avanço que variam entre 6% e 9% nos últimos anos.

Aproveitando as oportunidades identificadas no setor supermercadista, as empresas fabricantes do segmento pet vêm registrando crescimento no autosserviço. É o caso da Interbrilho, que teve avanço expressivo no último ano nesse formato de varejo.

Grafico_01_Faturamento-Total

“Em 2016, diante de um cenário econômico desfavorável, crescemos 17% no canal alimentar”, revela o gerente nacional de vendas da Interbrilho, Mário Menegatti Júnior, contando que a marca atua nesse tipo de autosserviço desde seu lançamento, em 2007, e que o canal representa 81% das vendas da categoria pet.

Em levantamento realizado em 2016, a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, conhecida pela sigla SBVC, fez uma análise do setor e apontou inúmeras oportunidades. Os dados compilados justificam um trabalho mais refinado nos supermercados com as categorias relacionadas ao segmento pet devido à presença dos animais de estimação nas mais diversas classes sociais.

Foi constatado que 30,2% das pessoas da classe B têm algum tipo de animal de estimação, seguidas pelas de classe C, com 23,6%. “Existe uma associação equivocada de que pet se concentra na classe A/B, mas isso tem mudado. É um segmento que faz parte dos lares de consumo das famílias”, aponta o presidente da SBVC, Eduardo Terra.

As mulheres se destacam nesse setor, considerando que representam 59% de quem possui animais domésticos, contra 41% dos homens. Com base nessa informação, os supermercados precisam manter o desenvolvimento do PDV pensando na shopper. Porém, é preciso atentar ao perfil da cliente das redes, para trabalhar segundo as necessidades de cada público.

Se os números do setor pet comprovam o crescimento da categoria e os cases apresentados aqui confirmam a lucratividade dos itens, cabe ao supermercadista encontrar a melhor maneira de trabalhar a seção na sua área de venda, adequando o espaço e o sortimento com as necessidades do seu público. O que não pode é não estar atento a essa tendência.

Fonte: Super Varejo

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