Economista Ricardo Amorim na Super Rio Expofood
18 mar 2016

‘Após as crises as economias voltam a crescer’

O economista Ricardo Amorim praticamente emendou sua palestra na de Ricardo Meirelles, no terceiro e último dia da Super Rio Expofood.

No entanto, o economista trouxe um olhar bem mais ameno para o momento econômico. Amorim falou sobre a situação do país fazendo um paralelo com o atual cenário político e econômico,  destacando o lado positivo da crise.

— Levo uma vantagem desleal sobre o Henrique Meirelles,  sou especialista em crise, sou palmeirense.  Em uma análise da evolução da economia mundial, é possível observar que logo após as crises as economias dos países envolvidos voltam a crescer. Portanto a crise deve ser vista como um momento de possibilidades. É nesta hora que os empresários precisam apostar e inovar para atrair cada vez mais o consumidor, ressaltou.

Amorim enfatizou que a recuperação do Brasil depende da parte política e que é necessária uma mudança brutal, rápida e forte. Colocar as contas públicas em ordem e retomar a confiança do empresariado deve ser o principal caminho a ser traçado.

— A equação é simples: se os empresários voltam a confiar, também voltam a investir. Ao investirem eles geram mais empregos, gerando empregos a gente tem a volta da confiança do consumidor e renda na mão do consumidor; o consumo ganha força, há mais venda nas empresas, o empresariado volta a investir, enfim a gente entra num ciclo virtuoso. A gente viveu isso há alguns anos atrás e explica o crescimento acelerado, que por uma série de razões a gente matou esse processo. Está na hora de reconstruir, destacou o economista.

Economista Ricardo Amorim na Super Rio Expofood

Sobre a possibilidade de um impeachment ou renúncia Amorim disparou:
— Há uma probabilidade grande de Dilma sair do poder, esse é o cenário mais provável. Qual será o mecanismo de saída ninguém sabe, mas é bom a gente lembrar que tem três: o primeiro deles que é o impeachment, que vem recebendo mais atenção; desde ontem essa questão da renúncia ganhou mais força, mas o meu palpite é que a maior probabilidade não é nenhum dos dois, mas que o  TSE simplesmente vai falar que houve utilização de dinheiro de corrupção na campanha, que já há todos os indícios sobre isso. A partir daí há uma impugnação do resultado da eleição e se o PSDB tivesse o que a situação pede o Aécio estava eleito. Duvido que isso vá acontecer até porque ele também está envolvido em outras acusações.

Um conselho para o supermercadista:
É hora de qualificar a equipe, melhorar os serviços, melhorar o atendimento e com isso passar por este momento. Muita gente vai passar, mas muitos também vão ficar pelo caminho, e o fato de alguns não passarem é que vai gerar oportunidade. Quando a economia voltar a crescer a competição será bem menor. Nesse momento quem sobreviveu vai  largar na frente. Sobreviva! 

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