28 maio 2018

Artigo Alexandre Ribeiro: Quanto valem os esforços de gestão

Quando pensamos em gestão de varejo muitas questões veem à tona: necessidade de resultados, imprevisibilidade dos fatores externos, complexidade do negócio, a competitividade, desenvolvimento de líderes, como garantir uma boa execução, em fim… são tantos os desafios que podem até desanimar os menos persistentes.

Mesmo diante de tantas incertezas, podemos afirmar que a gestão estará no centro de qualquer resposta.

Mas, os céticos de plantão sempre questionam investimentos em gestão. Então, como analisar quanto valem os esforços em gestão? A resposta é bem simples: nunca podem custar mais do que os ganhos conquistados, obviamente. Já a manutenção destes ganhos deve garantir, sustentavelmente, lucro líquido superior a 5%. A tarefa não é simples, mas a gestão pode viabilizar essa conquista.

Mas você, que está há tantos anos a frente de um negócio varejista, poderia se perguntar “Onde estão as oportunidades para levar o lucro a este patamar? Elas existem mesmo?”.

Sim! Elas existem. Há mais de 25 anos apoiando varejistas de todos os cantos do país a melhorar seus resultados eu posso afirmar que nunca conheci uma empresa que não tivesse pontos de melhoria que pudessem aumentar seus lucros.

Você se lembra daquela piada? “Não sabendo que era impossível ele foi lá e fez.”

Já conheci empresas com lucro líquido acima de 6% que tinham oportunidade de obter ainda mais e conseguiram!

Pois é… porque temos que nos contentar com os resultados atuais? Naturalmente sempre será necessário um esforço extra para aumentar a lucratividade. E, novamente, é aqui que a gestão volta a mostrar seu valor.

Mas, onde estão estas oportunidades? Como a gestão pode ajudar a alcançá-las?

Abaixo seguem os 4 pontos de oportunidade mais relevantes para os supermercados com uma visão conservadora sobre os ganhos potenciais:

  1. Margem e vendas – aumento de pelo menos 1 p.p. (ponto percentual) de margem
  2. Estoques e capital de giro – redução em torno de 20% de estoques
  3. Perdas e quebras – pelo menos 25% de redução
  4. Despesas – redução de 1 a 2 p.p.

Naturalmente, os ganhos possíveis dependem do patamar em que se encontram os indicadores.

É nesta hora que muitos varejistas, de diversos portes e perfis, me perguntam: “Por onde começar?” Bem, seguir os passos abaixo pode lhe guiar neste processo.

Primeiro passo – Conhecer e entender os resultados. Caso a empresa não tenha um demonstrativo de resultados do exercício (DRE) precisa começar por ele, construir o balanço patrimonial e o fluxo de caixa.

Segundo passo – Implantar um conjunto de indicadores de performance que lhe permita compreender as causas dos resultados.

Terceiro passo – Comparar os seus resultados com as boas práticas ou melhores referências do mercado, de acordo com o perfil da sua empresa.

Quarto passo – Priorizar os objetivos através da identificação das maiores oportunidades de retorno que possam ser conquistadas no menor tempo possível.

Quinto passo – Envolver as equipes e desenhar os planos de ação que gerarão as mudanças capazes de trazer os resultados desejados.

Sexto passo – Garantir o controle dos planos acompanhando cronogramas, orçamento e atingimento das metas estabelecidas.

Espero que você, como gestor(a) de varejo, possa aproveitar estas dicas para reforçar sua crença na gestão e aumentar os resultados da empresa.

Coluna publicada na revista Super Negócios.
Alexandre Ribeiro é sócio-diretor da consultoria R-Dias

 

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