14 nov 2018

Vida.com   |  A Reinvenção do Comportamento

Por Alex Campos

Era uma vez um mundo de negócios pronto, pacato e perfeito… um mundo que não existe mais! Para onde vamos, o pronto, o pacato e o perfeito não são mais suficientes, já estão ultrapassados. Numa era onde tudo é conectado, não há mais espaço para deixar de inovar, não há mais espaço para o que é simplesmente bom ou igualmente ótimo. O nome do jogo é INOVAÇÃO. O modo de jogar é SUPERAÇÃO.

Estamos no olho de um furacão cheio de Tecnologia, Mobilidade, Automação, Digitalização e Desintermediação. Nada disso surgiu para prejudicar ou destruir ninguém. Inovação só faz transformar, melhorar e facilitar nossas vidas, reinventando nossos desejos, hábitos, costumes, serviços, produtos ou negócios.

Mudanças na forma de viver, comer, aprender, consumir, pagar, trabalhar, se relacionar, felizmente, nunca foram “novidade”… “novidade” agora é a velocidade com que elas ocorrem. Entre o surgimento do rádio até a consolidação da TV, houve um espaço de 75 anos – praticamente um abismo no tempo. Do Facebook para You Tube, Smartphone, WhatsApp, Twitter, Netflix, Spotify, Uber, Startups, Fintechs… temos menos de 15 anos. Ou seja: temos desafios relevantes e temos infinitas possibilidades  em cada vez menos tempo.

Na Era do Compartilhamento, por exemplo, lidamos atualmente com mais carros compartilhados (menos carros particulares), mais casas compartilhadas (menos hotéis), mais coworking e home office (menos escritórios)…  mais disponibilidade para convivência humana (menos atividade ou aceleração econômica).

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Ficção Científica virou Fato Científico, realidade absoluta: BI, Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, E-commerce, Social commerce, e-social, impressão 3D, bancos digitais, gameficação, geração chip… Sem falar nos drones, aviões sem piloto, carros sem motorista, computadores que podem ler, robôs que podem pensar. Coisas e pessoas, objeto e gente, estão se conectando, interagindo, produzindo, negociando, faturando e crescendo em superescala jamais vista, sonhada, fantasiada ou imaginada (a Apple acaba de atingir a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado; é a primeira vez que uma empresa privada chega a esse patamar, valendo hoje mais do que todas as companhias listadas na Bolsa de São Paulo).

O modo de vida não é mais o mesmo. O modo de vida não mudou para sempre. O modo de vida mudou para sempre mudar e está mudando… a cada ano… a cada mês… semana… dia… hora… minuto… segundo… num piscar de olhos… num clic… A passado ficou muito antepassado, o presente ficou pouco presente, e o futuro ficou perecível. Nada é mais como costumava ser. Não é mais como é, nem como era, nem com será… Enfim, a vida não funciona mais como funcionava e não funciona mais como vai funcionar. A vida não acontece mais gradualmente. Ela acontece subitamente e exponencialmente.

A disrupção (ou a disruptura) é o novo NORMAL. O velho normal, tradicional ou convencional caducou ou vai caducar. Não se trata mais, como dizia Peter Drucker, de “o maior engolir o menor”, ou de “o mais rápido vencer o mais lento”. Se trata agora de “o maior engolir o mais rápido”, ou de “o mais rápido vencer o maior”, ou de “o menor surpreender todo mundo”. Se trata, sobretudo, de o todo hiperconectado, o todo ultra-interligado, o todo superinteligente superar o maior e vencer o mais rápido.

Muitos talentos, habilidades ou especializações que temos não servem mais. Perder ou ganhar são coisas que acontecem hoje na velocidade do som ou da luz. Mais do que nunca, é preciso viver o presente, de olho no futuro, porque o futuro não é mais “o que vai acontecer”, o futuro é “o que já está acontecendo”.

Enfim, é preciso sair da inércia, criar a mudança e ser aberto à inovação. Mas fica a pergunta: como lidar humanamente com tudo isso? A resposta: sendo mais humano!

Os novos modelos de negócios ou de trabalho (os mais relevantes) passam pela tecnologia. Quase nada que não possa ser digitalizado ou automatizado tem hoje grande valor. Robôs, máquinas, softwares, algoritmos são ótimos para processar, acelerar, simular, reproduzir, repetir… Mas, felizmente, ainda precisam do toque humano. Por isso: Informação, Conhecimento, Criatividade, Imaginação, Intuição e Ética sempre tiveram, sempre têm e sempre terão grande valor. Se toda a inovação vem da mente humana, então nenhuma inovação será mais poderosa do que a mente humana e a sensibilidade humana.

* Autor do livro “Faça as Pazes com o Dinheiro”, Alex Campos é palestrante, jornalista, colunista de Economia da rádio JBFM (RJ) e no jornal O DIA (RJ).

Coluna publicada na revista Super Negócios (edição 6)

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  • Gastão Cruz 17 nov 2018

    Alex Campos não somente neste post, mas no seu dia-a-dia se apresenta sempre como brilhante e apoiado na base diferenciadora proposta pela busca de compreensão do que é ser humano.

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  • carlos serati 17 nov 2018

    Muito bom

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