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01 nov 2017

MASSAS PERDEM ESPAÇO NA PREFERÊNCIA DO CONSUMIDOR BRASILEIRO

 

 

A tradicional macarronada de domingo está perdendo espaço na mesa dos brasileiros. E não é só ela. Um estudo da Nielsen, encomendado pela Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados) revela queda no consumo de massas no País.

No acumulado de 12 meses até junho, o mercado encolheu 3,1% em volume e 3,3% em valor (excluindo a inflação do período). A Abimapi estima para o ano queda de 2% a 3% em volume e receita de vendas da categoria.

A pesquisa mostra que as massas ainda estão presentes em 96% dos lares. Em volume, o Brasil é o terceiro maior consumidor, depois de Itália e Estados Unidos. Já em consumo per capita, é o 15º, com média de 5 quilos por pessoa ao ano. “Embora seja muito popular, a frequência de consumo da massa é baixa”, diz Claudio Zanão, presidente da Abimapi. De acordo com o estudo, 80% dos brasileiros preferem comer massa no almoço e 45,9% o fazem durante a semana.

Apesar de haver no País 60 tipos de massas, metade do consumo é de espaguete. As massas secas (incluindo o espaguete) respondem por 81% do consumo. As massas instantâneas representam 15,5% do total e as massas frescas, 3,5%. As massas do tipo grano duro – importadas e de preços mais altos – representam 2,6% do mercado e as massas caseiras, 1,4%.

Domenico Tremaroli, líder de indústria na Nielsen, considera que a indústria tem como desafio estimular o consumo de novos tipos de massas, para reverter a queda no consumo. Ele sugere a realização de campanhas publicitárias, patrocínio de programas culinários, concursos de receitas e até a publicação de receitas nas embalagens para estimular as vendas.

O analista da Nielsen cita ainda como oportunidade para as indústrias o aumento do consumo em casa. Conforme o estudo, no último ano, 7% dos lares reduziram o gasto com alimentação fora do lar.

O estudo revela ainda que 2,3 milhões de lares no País não consomem massas, por não considerarem o produto saudável. “Cabe às indústrias divulgar melhor os valores nutricionais das massas”, disse. O estudo foi apresentado durante o evento World Pasta Day 2017, em São Paulo, em comemoração ao Dia do Macarrão.

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