inteligenciaemocional
24 jun 2017

A importância da inteligência emocional no trabalho

Marcos Rabstein, facilitador da Escola ASSERJ, discorre sobre o tema

Ainda há profissionais atualmente que creditam a sua empregabilidade às suas competências técnicas e à capacidade de gerar resultados, esquecendo-se que o seu comportamento no ambiente de trabalho é decisivo para se socializar e assim manter o seu emprego.

Por que é importante ter atenção ao comportamento no trabalho?

Não é de hoje que empresas buscam mais do que especialistas em seus campos de atuação. Não basta ser um gênio na sua função, se seu humor é sujeito a “chuvas e trovoadas”, se sua educação e preocupação com os colegas são questionáveis.

Durante muito tempo as competências humanas eram categorizadas pelos conhecimentos, habilidades e atitudes dos profissionais. Recentemente, duas outras competências vêm sendo incorporadas nos critérios de seleção de pessoas: seus valores éticos e morais e sua capacidade de se adaptar a um novo ambiente.

O mundo mudou, as pessoas mudaram. Para serem aceitas em um grupo, as pessoas precisam se mostrar afáveis, sensíveis, respeitar as ideias e o espaço alheio. O profissional vem dando, cada vez mais, lugar ao ser humano, aquele que não se preocupa somente consigo mesmo, mas com tudo e com todos os que estão à sua volta.

Não é incomum vermos pessoas com menos competências técnicas, mas com uma sociabilidade elevada, galgar degraus maiores e mais rapidamente na carreira do que os tecnicamente competentes, mas com uma inteligência emocional pouco desenvolvida.

Ter Inteligência Emocional é o conjunto formado pela autoconsciência, a consciência, o controle emocional e a motivação.

A autoconsciência nos permite olharmos para dentro de nós mesmos e reconhecermos quem realmente somos, o que sentimos e o que queremos. Ela depende do autoconhecimento e do autocontrole. É com ela que definimos o nosso papel no mundo e na sociedade.

A consciência é a capacidade de perceber o que está à nossa volta, especialmente as pessoas e suas emoções. É com a consciência que percebemos um colega de trabalho em estado emocional sensível e estendemos a mão para ajuda-lo. É com a consciência que temos a noção de quando o nosso limite ultrapassa o limite alheio. E este limite inclui atitudes que muitas vezes passam despercebidas, mas que incomodam os outros, como falar alto demais, abusar de brincadeiras impróprias, usar linguagens não aceitas pelo grupo, falar mal de terceiros (fofocas), entre tantas outras que podem manchar a nossa imagem profissional e pessoal. A consciência nos mostra que há colegas que se incomodam com o nosso excesso de uso de celulares para fins pessoais, com a falta de comprometimento com os objetivos da equipe. Pessoas querem colegas colaborativos, que não só desempenham bem as suas funções, como contribuem para o sucesso da equipe.

O controle emocional ajuda a nos mantermos no eixo de nossas emoções, mesmo quando tudo parece dar errado à nossa volta. É ter serenidade para aceitar que nem tudo vai acontecer como desejamos e que não podemos mudar todas as coisas à nossa maneira. É aceitar os outros como são, respeitando suas ideias, mesmo quando contrárias às nossas.

E a motivação é a força interior que nos move em direção aos nossos objetivos. É o que nos faz acordar e ver a vida de um modo positivo. A motivação é um estado de espírito e uma porta que se abre de dentro para fora e jamais ao contrário. É um ledo engano creditarmos a nossa falta de motivação às outras pessoas ou a um destino desfavorável. Somos aquilo que queremos ser. Colhemos aquilo que plantamos.

Há alguns anos um currículo que demonstrasse sólidos conhecimentos e experiências na área de atuação era garantia de contratação e permanência em um emprego.

A tendência de hoje em diante é que um profissional manter-se-á com trabalho (e não emprego), enquanto gerar valor para quem o cerca, sejam colegas, clientes ou fornecedores. E quando se fala em gerar valor, não se restringe ao que se produz na função, mas, principalmente, na capacidade do indivíduo de construir e manter bons relacionamentos.

Por isto, da próxima vez em que você se perguntar por que as coisas não estão indo tão bem como você gostaria, não se esqueça de ativar a sua inteligência emocional.

Boa sorte e sucesso.

 

Marcos Rabstein

 

Marcos Rabstein é Engenheiro de Sistemas (PUC-RJ 1981), Pós Graduado em Marketing (UGF-RJ 2001). Acumula 16 anos de experiência em TI e atua em Planejamento e Gestão Empresarial, com foco em Marketing e Gestão de Pessoas desde 1998, tendo ocupado cargos executivos no Citibank, no Bozano Simonsen, na TintasInternational e na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Tem grande experiência em consultoria e treinamento (desde 1987). É sócio das empresas M2All Consultores e RH Vitae. Realizou consultorias de gestão de pessoas em diversas empresas, desenvolvendo planos de cargos e salários, sistemas de avaliação e desempenho e remuneração variável, metodologias para recrutamento e seleção de pessoal, planos de treinamento e desenvolvimento, políticas de endomarketing etc. Atua em coaching executivo, de equipes e de carreira, tendo sido formado pelo Instituto Holos. Tem certificação internacional como consultor CMC (Certified Management Consultant). Possui experiência diversificada nos vários setores da economia (indústria, comércio e serviços) em empresas de todos os portes. Coautor de 4 livros: “Ser mais com palestrantes campeões”, “Manual das Múltiplas Inteligências”, “Consultoria Empresarial – os melhores consultores do Brasil apresentam casos práticos e seus benefícios após trabalhos profissionais notáveis” e “Estratégias empresariais para micro e pequenas empresas”. Autor do ebook “Quanto você vale no mercado?” Conheça o perfil do profissional do século XXI” (Amazon.com.br).

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