31 ago 2018

Terceirizar ou não o setor de FLV?

A categoria de frutas, legumes e verduras de uma rede de supermercados é uma das áreas mais importantes, tanto para o dono quanto para o cliente. Ela é a grande responsável pelo tráfego de pessoas nas lojas, já que por serem alimentos perecíveis precisam ser constantemente reabastecidos.

Apesar do consumo de FLV pelos brasileiros não ser muito muito alto, comparado aos outros países, a pouca durabilidade dos produtos obriga as pessoas a retornarem pelo menos uma vez por semana aos supermercados.

O consumo per capita no Brasil está em torno de 40 Kg/ano, enquanto que nos Estados Unidos alcança cerca de 143 Kg/ano. Somente 44% da população urbana brasileira consome frutas, e apenas 58% consome vegetais. Mais de 70% desse consumo se concentra em três principais regiões do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

De acordo com o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (RAMA), no primeiro semestre de 2017 foram rastreadas 618 mil toneladas de frutas, legumes e verduras. Um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2016. Neste mesmo ano, a participação do FLV no faturamento dos supermercados foi de 9,1%, o que soma R$ 30,8 bilhões.

Por isso, a exigência com esta seção é tão grande. O varejista não pode permitir que o setor seja mediano, pois o cliente quer excelência.

Imagem relacionada

Mas, o que você precisa fazer para alcançar esse objetivo?

A terceirização da gestão da categoria FLV já é uma solução para muitos supermercadistas que desejam proporcionar um ambiente de compras mais agradável para o cliente. Existem empresas no mercado especializadas nesse segmento que são inteiramente responsáveis por todo o processo de logística, desde a compra até o trabalho de disposição e promoção no ponto de venda.

REDUÇÃO DAS PERDAS + CRESCIMENTO NA VENDA DOS PRODUTOS

Para Walquyria Majeveski, fundadora da Greenland, empresa especializada na categoria FLV, a opção da terceirização ocorre por essa ser uma área muito específica e que depende de pessoas especializadas para funcionar bem. “Quando essa função é do próprio supermercado, nem sempre há um acompanhamento dos produtos como deve ser. O produto acaba perdendo qualidade e frescor, deixando de atingir as expectativas do cliente”, destaca.

A resistência dos supermercadistas em adotar o modelo se deve ao receio de inflacionar o preço final do produto, acredita Walquyria. “Uma das garantias que nós damos para o supermercadista é que não há aumento no preço final para o cliente, e nós temos métricas que comprovam isso”. É importante que a empresa terceirizada esteja completamente alinhada aos diferenciais estratégicos do supermercado e que isso seja formalizado em um contrato.

A Greenland também oferece ao supermercadista a oportunidade de testar o modelo em um piloto, que pode durar três meses, assim o dono da rede pode comprovar os ganhos e decidir permanecer ou não com o negócio.

As empresas que aderiram a esse novo modelo garantem que a participação da categoria aumentou a venda do supermercado, o fluxo de clientes e também o ticket médio da loja.

VANTAGENS PARA O SUPERMERCADISTA

1- Aumento da frequência dos clientes nas lojas para repor os itens FLV, estimulando a venda de outras categorias

2- Aumento do ticket médio

3- Fidelização dos clientes pela excelente experiência de compras

4- Gestão do quadro de colaboradores da categoria, com contratação e treinamento

5- Gestão das compras, estoques, pedidos, logísticas e perdas do setor

Resultado de imagem para flv supermercado

 

 

 

 

 

 

*Matéria publicada na edição de julho da revista Super Negócios

 

Deixe uma resposta